17 maio 2010

O telefone celular realmente causa câncer?



O maior estudo até hoje realizado sobre o risco de câncer, pelo uso excessivo do telefone celular, ainda não conseguiu obter provas conclusivas de que realmente esse aparelho possa provocar qualquer tipo de doença, inclusive câncer.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que liderou as pesquisas, os resultados indicam somente um alto risco à saúde pelo excessivo uso desses dispositivos.

Mas, a OMS acrescenta que é necessário realizar um estudo mais aprofundaddo para obtenção de diagnósticos mais conclusivos a respeito desse assunto.

A pesquisa foi realizada durante 10 anos, com 13.000 pessoas de 13 países e teve como objetivo analisar o risco de certos tipos de tumores cerebrais pelo uso de telefones celulares.

Nos últimos anos, foram realizados vários estudos com o objetivo de  investigar os efeitos na saúde humana causados pela exposição excessiva aos níveis de radiação microondrícas que os celulares transmitem e recebem constantemente.

Até agora, nenhum desses estudo encontrou evidências fortes de que essa radiação tenha energia suficiente para causar danos ao DNA das células, causando-lhe algum tipo de câncer.

Também foi  estudada a possibilidade de que pequenas quantidades de calor produzido no cérebro pelos celulares, fossem suficientes para causar risco à saúde.

No estudo da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), a OMS analisou dois tipos de dados dos usuários: aqueles sem problemas de saúde e os pacientes com tumores cerebrais: glioma e meningioma.

Os resultados indicaram que aqueles que mais usaram seus celulares,  mostraram um risco maior de ambos os tipos de câncer, mas os investigadores dizem que houve "preconceito e erros" no trabalho que impediu que se estabelecesse um nexo de causalidade.

Alguns dados, por exemplo, comprovaram que os usuários de telefones celulares em geral, têm um menor risco de câncer no cérebro do que as pessoas que não utilizam esses dispositivos.

Segundo os cientistas com maior experiência nesse tipo de trabalho, houve problemas com a metodologia do estudo e os resultados proclamados nessa pesquisa, não são conclusivos e nem confiáveis.

Além disso, os padrões para a utilização e fabricação de telefones celulares tem mudado muito desde que o estudo começou em 2000 e que hoje em dia são utilizadas tecnologias mais apropriadas na fabricação desses aparelhos.

O tempo médio de uso entre os participantes era, na época da pesquisa, entre 2 e 2,5 horas por mês, cerca de meia hora por dia.

Atualmente estima-se que uma pessoa usa seu telefone celular por uma hora ou mais por dia.

Conforme afirmou o diretor da IARC, Christopher Wild, por causa destas disparidades de fatores é necessário realizar mais pesquisas para estabelecer uma ligação clara que possa dar credibilidade a pesquisa.

Segundo o correspondente da BBC em Genebra, Imogen Foulkes, especialistas médicos disseram que o estudo é falho porque ao invés de monitoramento, os participantes foram convidados a recordar quanto tempo e em que ouvido usaram seus celulares durante os últimos 10 anos.

A pesquisa também foi criticada porque foi financiada em grande parte por operadoras de telefonia celular.

O Mobile Manufacturers Forum (MMF) e a Associação GSM, que representa os interesses da indústria global de comunicações móveis, contribuiram com 25% do custo total do inquérito.



Atualmente está em curso no Reino Unido um estudo mais amplo sobre os efeitos na saúde do uso do telefone celular. Essa pesquisa envolve 250 mil indivíduos entre 20 e 30 anos. Vamos esperar o resultado para podermos formar uma razão crítica que ofereça clareza e credibilidade nos resultados.

1 comentários:

Marcia on 23 maio, 2010 disse...

Eu sempre ouvi dizer que celular pode causar cancer mais acho que se desse mesmo ja teriam casos documentados...

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