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08 outubro 2010

10 fatos pouco conhecidos que vão ajudar você a viver mais


Você lê e ouve coisas cotidianas sobre como viver uma vida longa e saudável, principalmente sobre os temas relacionados a "alimentação saudável" ou "exercício", mas há outros fatos pouco conhecidos que você pode usar  para melhorar sua saúde e prolongar a sua a vida. Veja abaixo os 10 fatos que você deve saber para viver uma vida mais longa e saudável.

Você sabia?

1. É mais provável ter um ataque cardíaco na segunda-feira ou logo após ter sido diagnosticado de gripe ou outras doenças respiratórias comuns. Você deve pesquisar e aprender os sinais de advertência de um ataque cardíaco e também tomar medidas para manter o coração saudável.

2. Se você sofre de alergias, pode aliviar os sintomas apenas lavando o nariz com água salgada. Isso é fácil de fazer e é melhor do que tomar medicamentos de balcão para essa finalidade, que vem acompanhado de efeitos colaterais e podem causar sonolência.

3. Use a porta da frente de sua casa em vez da porta da cozinha. Segundo uma pesquisa, aqueles que preferem utilizar a porta da cozinha comem 15 por cento mais do que aqueles que usam outra entrada para a casa.

4. Obesidade não é apenas perigoso para sua saúde, mas também lhe custa mais caro. Se você é obeso, a tendência é pagar mais pelas suas roupas, pelos assentos de avião, remédios, maior consumo de gasolina e etc. Você pode evitar futuros problemas de saúde devido à obesidade e ao mesmo tempo poupar dinheiro. A receita é perder peso.

5. Fumantes não só aumentam o risco de câncer de pulmão e enfisema, mas também a experiência negativa de uma noite ruim de sono. Eles geralmente não estão bem descansados na manhã do dia seguinte, porque experimentam sintomas de abstinência da nicotina durante a noite.

6. Se você comer frutas e legumes, você pode produzir o seu próprio ácido salicílico, que é o ingrediente chave da aspirina e de outros analgésicos. Comer frutas e vegetais pode ajudar nos processos anti-inflamatórios,  amenizar as dores de cabeça, bem como as dores de um modo geral. Esse tipo de alimento além de ser saudável, ajuda o organismo a trabalhar melhor. Eles, igualmente a aspirina e outros analgésicos, também combatem os efeitos colaterais negativos, tais como hemorragia ou doença do fígado. Se você quiser reduzir a inflamação e tratar a dor, comer frutas e verduras diariamente, é a solução, especialmente se você tiver um diagnóstico de dor crônica.

7. Se você conseguir tirar um cochilo após o almoço de pelo menos 20 minutos por dia, você pode melhorar seu humor e também aumentar a sua produtividade. Não só isso, mas o seu coração pode realmente se beneficiar desta pequena sesta. Estudos indicam que os homens que faziam a sesta três vezes por semana tinham menos risco de morte relacionada coração.

8. Você tem dentes brancos? Se não tem, evite produtos químicos para branqueá-los e use o bicarbonato de sódio. Bicarbonato de sódio pode realmente clarear os dentes. Alguns ingredientes químicos encontrados em produtos de branqueamento artificial pode ser perigoso, mas o bicarbonato de sódio é completamente seguro.

9. Limpe o dissipador. Existem mais germes e bactérias em sua cozinha do que em seu banheiro. Não use uma esponja. Em vez disso, limpe seu dissipador com um pano que você pode lavar em água quente.

10. Emagreça com um diário alimentar. laticínios são alimentos que podem torná-lo mais responsável perante si mesmo quando se trata de contagem de calorias diárias e também pode ajudar você a descobrir como você está obtendo calorias extra. Apenas certifique-se que você está escrevendo cada coisa que você põe em sua boca - incluindo bebidas.

Visto em: Beembee

Existe um elixir da eterna juventude?


Ainda não, mas pode estar perto de ser alcançado.Cientistas da Universidade de Milão (Itália) criaram um suplemento de aminoácidos que aumenta a longevidade de ratos, segundo um estudo publicado na revista "Cell Metabolism". Quando administrado a camundongos através da água, essa mistura especial de aminoácidos faz os animais viverem, em média, mais do que camundongos normais. Os principais ingredientes utilizados na mistura é chamado de Cadeia Ramificada de Aminoácidos (BCAA, de acordo com sua sigla em Inglês), contendo especialmente isoleucina, leucina, valina e isoleucina. Segundo Enzo Nisoli, autor do estudo, "esta é a primeira demonstração de que uma mistura de aminoácidos pode aumentar a sobrevida."

Em seu estudo, os pesquisadores ministraram essa mistura a ratos saudáveis do sexo masculino de idade mediana. Os resultados mostraram que os ratos que tiveram o fornecimento dessa mistura de aminoácidos, durante um certo período de meses, viveram mais tempo que os que não tiveram, com uma esperança média de vida de 869 dias, em comparação com 774 dias para animais não tratados. Ou seja, a bebida produziu um aumento na longevidade de 12 por cento.

O aumento da sobrevida foi acompanhado por um aumento na mitocôndria da musculatura esquelética e cardíaca. As mitocôndrias são os componentes celulares responsáveis por alimentar as células. Ratos alimentados com o suplemento também mostraram um aumento na atividade de SIRT1, um gene de longevidade, e o sistema de defesa que combatem os radicais livres. Além disso, os animais tratados aumentaram a sua resistência durante o exercício físico e a coordenação motora melhorou.

As experiências feitas com esses ratos sugerem que a mistura pode ser especialmente benéfica para pessoas idosas ou doentes. "Não pode ser útil para pessoas jovens ou que se preocupam com seu corpo já que se encontram em bom estado", disse Nisoli, acrescentando que ela poderia ser uma estratégia de prevenção e sublinha que os camundongos no estudo tinham uma idade avançada, mas não estavam doentes.

Visto em: O Globo

19 junho 2010

Andropausa - A Menopausa Masculina



Os homens também padecem com os incômodos provocados pela queda de hormônios, chamada andropausa. 

Sofrer com a menopausa não é um problema apenas das mulheres. Os homens também padecem com os incômodos provocados pela queda de hormônios. É a andropausa, caracterizada pela baixa nos níveis de testosterona, o principal hormônio masculino produzido pelos testículos. 

Mas hoje, como acontece com a menopausa, já é feita a reposição hormonal para aliviar os sintomas. E aos mais apavorados, um alento: ao contrário do que ocorre com as mulheres, a andropausa não provoca o fim da fertilidade e sim uma redução dela, devido à menor produção de espermatozóides. 

Queda variável 

Com a idade, a testosterona cai em torno de 1% ao ano. Mas, segundo a endocrinologista Luciana Bahia, a queda dos níveis de testosterona não ocorre de maneira uniforme entre os indivíduos. Segundo ela, existem homens que conseguem manter uma boa secreção de testosterona até os 80 anos, enquanto outros já demonstram uma queda por volta dos 50. 

”Existe uma tendência de queda de produção testicular com o envelhecimento, mas isso não é uma regra fixa”, diz. Fatores como a raça, a cor, a presença de doenças, o uso de medicamentos, o fumo e o álcool tendem a influenciar. 

Sintomas ainda não identificados 

Se os sintomas da menopausa são fáceis de identificar, nos homens nem tanto. Na Finlândia um grupo de cientistas começa a pesquisar o assunto. Até agora, de acordo com o coordenador da pesquisa, Ilpo Hutaniemi, chefe do departamento de fisiologia de Turku, foram relacionadas algumas reações, como disfunção erétil e/ou redução da libido. 

A endocrinologista Luciana acrescenta ainda outros sintomas, como: diminuição da força e atrofia muscular, aumento de gordura corporal, principalmente na região abdominal, diminuição da libido, alterações no humor e desânimo. 

Reposição hormonal 

Luciana diz que a reposição de testosterona e derivados já esta sendo feita com bons resultados, mas com algumas ressalvas. “Ainda não se chegou a um consenso sobre a dose a ser prescrita, o tipo de preparado, o tempo de uso e se os efeitos benéficos influenciam a ocorrência de doenças e qualidade de vida”, afirma. 

O tipo de terapia de reposição hormonal mais comum é aquela por via transdérmica, por meio de gel, cremes ou adesivos cutâneos. Alguns médicos recomendam ainda o uso de suplementos vitamínicos, sais minerais e oligoelementos, com a finalidade de melhorar a atividade mental, antioxidantes e em especial determinados aminoácidos, que ajudarão a liberar neurotransmissores cerebrais. 

A reposição só é contra-indicada para os homens que apresentem hiperplasia benigna da próstata, câncer da próstata e pacientes com antecedentes familiares da doença. 

Controvérsia 

As terapias de reposição hormonal, no entanto, ainda não conseguiram uma unanimidade entre os especialistas da área sexual. Este tipo de terapia ainda provoca controvérsia: há quem considere que resolve todo e qualquer problema e há aqueles que não acreditam na sua eficácia. 

Em relação às terapias de reposição masculina, parece a mesma coisa. “Envelhecer é difícil. Perde-se massa muscular e força, mas isso não significa que se tenha que sofrer de depressão. A depressão está mais ligada a outros fatores, como a dificuldade de aceitação do envelhecimento, dificuldade do idoso na sociedade, por exemplo”, diz a psicóloga e terapeuta sexual Vera Lúcia Vaccari. 

Segundo ela, se for comprovado que a testosterona realmente melhora a qualidade de vida das pessoas como um todo, realmente a terapia de reposição pode ser útil. “Mas acho que qualidade de vida não vem em vidros ou remédios. Vem em construção social, mudança de mentalidade, etc”, afirma Vera. 

Mito ou verdade 

No trabalho que está sendo desenvolvido na Finlândia, os pesquisadores buscam descobrir se há alguma evidência biológica de que a menopausa masculina existe ou se é uma condição psicológica. Algo similar à crise da meia-idade ou a algum sinal fisiológico do envelhecimento. Para isso, estão sendo estudados 30 mil homens, entre 40 e 70 anos.

Para realizar a pesquisa, os homens recebem uma série de injeções de testosterona, o hormônio sexual masculina. Seus sintomas são acompanhados, tais como a transpiração e a perda de controle sexual. Os resultados são comparados com homens que não receberam injeções. 
O tratamento é semelhante à terapia de reposição de estrogênio, o hormônio sexual feminino, nas mulheres. Os efeitos colaterais da injeção de testosterona podem incluir doenças cardiovasculares e problemas na próstata. Os homens com um histórico de doenças nesses órgãos são excluídos da pesquisa.

Por Cláudia Ramos


07 junho 2010

Diagnóstico precoce do câncer com até 05 anos de antecedência


Com apenas dez mililitros de sangue se pode obter o diagnóstico de câncer. Uma equipe de investigadores britânicos desenvolveu um novo sistema de diagnóstico que consegue detectar o tumor com até cinco anos antes de ser detectado pelos métodos convencionais. Após o sucesso dos primeiros exames nos Estados Unidos essa nova técnica será introduzida definitivamente naquele país até o final de junho.

Atualmente, é comum se iniciar o tratamento contra o câncer quando os sintomas físicos da doença já se desenvolveu em mais de dois terços. As chances de cura nesses casos são muito pequenas. Depois de 15 anos pesquisando como o corpo reage nas fases iniciais de desenvolvimento de um tumor, os cientistas do Kansas e Nottingham desenvolveram um novo método, que sem dúvida vai revolucionar o mundo da doença: o diagnóstico com antecedência de até cinco anos em relação aos métodos convencionais.

O sistema é baseado na forma como o corpo responde imune as fases iniciais do desenvolvimento do tumor. Os cientistas, através do estudo dos antígenos que provocam a resposta imunológica e a separação posterior de anticorpos, conseguiram mais rapidamente diagnosticar o desenvolvimento do tumor futuro. Basicamente, a combinação de diferentes antígenos implica na presença de um câncer, que com a análise de apenas 10 ml de sangue é prontamente detectado.

Este novo método consegue o diagnóstico precoce da doença com até cinco anos antes dos métodos convencionais, conforme relatato recentemente do jornal El Mundo. Embora tenha sido projetado inicialmente para detectar somente câncer de pulmão, o sistema teve eficácia comprovada para vários outros tipos de cancer.

De acordo com o diretor de pesquisa e especialista em câncer de mama, John Robertson, esta nova tecnologia vai melhorar a detecção de 90 por cento dos cancros. "Atualmente, quando detectamos o câncer já é demasiadamente tarde,  porque o tumor tem se desenvolvido tanto, que já é tarde demais para impedir o seu crescimento", disse Robertson.

Os resultados da pesquisa realizada, será apresentado esta semana na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica a ser realizada em Chicago.

21 maio 2010

Consumo moderado de álcool é bom para saúde


Um estudo publicado na"European Journal of Clinical Nutrition", revelou que pessoas que bebem álcool moderadamente têm, em geral, uma vida mais saudável do que aquelas que se abstêm deste tipo de bebida. No entanto, o benefício de se beber álcool não está na bebida em si, mas em factores indirectos, como o relaxamento, a realização de actividade física e o melhor estatuto social.

"O consumo moderado de álcool é um poderoso marcador de um maior nível social, um status superior de saúde geral e menor risco cardiovascular", disse Boris Hansel, do hospital Pitié-Salpêtrière (Paris). Este investigador, que dirigiu o estudo, salientou que esta investigação não aponta para uma ligação de causa-efeito e não deve ser usada para promover o consumo do álcool.

O consumo excessivo de álcool está associado a várias doenças, inclusivamente problemas hepáticos e cardíacos e alguns tipos de cancro, sendo que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o alcoolismo mata 2,3 milhões de pessoas por ano.

Hansel e a sua equipa analisaram 150 mil franceses, dividindo-os em quatro grupos: quem nunca bebeu, quem bebia pouco (menos de 10 gramas de álcool por dia), quem bebia moderadamente (10-30 gramas por dia) e pessoas que consumiam em excesso (mais de 30 gramas por dia).

Segundo os investigadores, os consumidores leves e moderados, tanto homens como mulheres, tinham uma saúde geral melhor do que quem nunca bebia ou do que quem bebia demais. As pessoas que bebiam moderadamente tinham, por norma, menor risco cardiovascular, menor ritmo cardíaco, menos stress, menos depressão, menor índice de massa corporal e maiores níveis de HDL ("colesterol bom") no sangue. Além disso, geralmente, faziam mais exercício físico do que as pessoas dos outros grupos.

No entanto, Boris Hansel alerta para o facto de isto não significar que o álcool tenha uma influência positiva sobre o colesterol ou proteja o coração, mas que o seu consumo moderado é um bom indicador de um "bom estatuto social", e que essa pode ser a principal explicação para o bom estado de saúde desse grupo.

"Estas conclusões sugerem que não é apropriado promover o consumo de álcool como base para a protecção cardiovascular", referiu, acrescentando que o "prazer" é a melhor justificação para beber moderadamente.

19 maio 2010

Cientistas estão a um passo do elixir da juventude


Durante décadas o Santo Graal dos cientistas tem sido encontrar a forma de atrasar o envelhecimento humano. Já foram realizadas numerosas investigações com o objectivo de encontrar o elixir para a juventude e esta semana a Sociedade Real (a Academia de Ciências do Reino Unido) reuniu os investigadores para uma conferência onde se mostrou os avanços conseguidos na luta contra o envelhecimento.

Os cientistas conseguiram identificar pelo menos dez mutações genéticas capazes de prolongar a vida de ratos até 50 por cento e que várias destas alterações estão relacionadas com a longevidade do ser humano.

Algumas empresas farmacêuticas já estão a investigar as descobertas na tentativa de criar novos medicamentos para a juventude.

Segundo Nir Barzilai, do Colégio de Medicina Albert Einstein de Nova Iorque, estes fármacos vão estar disponíveis muito mais cedo do que pensamos ser possível.

“Já vi pessoas que não têm apenas cem anos como também estão de excelente estado de saúde”, afirmou o cientista na conferência inglesa, que acrescentou: “Conduzem automóveis, pintam e dizem que a vida é bela. Por isso, tenho a certeza que somos capazes, como espécie, de viver cem anos ou mais se conseguirmos prevenir algumas doenças relacionadas com a velhice”.

A ideia de Barzilai é que um dia exista uma pílula para proteger contra os efeitos do envelhecimento e que talvez se possa começar a usar quando as pessoas tenham 40 ou 50 anos.

Velhice como doença

A chave para alcançar este objectivo, como explicou Barzilai à BBC, é classificar a velhice como uma doença que se possa prevenir.

“O ponto base desta investigação é estabelecer que o envelhecimento é um factor de risco importante de todos os distúrbios relacionados com a velhice, como Alzheimer, diabetes e doenças coronárias”, explicou o investigador.

Nir Barzilai, investigador 

Barzilai não vê grande sucesso a cura de uma doença apenas. Segundo o cientista, curar um paciente com uma doença coronária não serve de nada, porque esse mesmo paciente vai desenvolver Alzheimer, cancro ou outra doença relacionada com a idade.

A meta é conseguir que uma pessoa chegue aos cem anos sem sofrer problemas médicos.

“Todos envelhecemos a ritmos diferentes. Uma pessoa pode ter 50 anos e sentir-se com 40 e vice-versa. Portanto, a minha investigação centra-se naqueles que chegaram aos cem com um bom estado de saúde”, explicou Barzilai.

Os cientistas sabem que não podem meter uma marcha atrás no envelhecimento, mas sabem também que é possível atrasá-lo.

Isto foi demonstrado nos últimos 40 anos com o aparecimento de uma população extremamente velha em muitos países do mundo, graças a vários factores como a melhoria dos cuidados de saúde, o estilo de vida, a dieta e o meio ambiente.

No entanto, ainda não há uma grande preocupação com estes dados, nem a nível dos indivíduos nem tão pouco dos governos e dos sistemas de saúde.

Barzilai afirma que está a tentar-se criar medicamentos capazes de explorar factores genéticos relacionados com a longevidade.

O bom colesterol pode ser a chave

O bom colesterol pode ser a chave da juventude 

O cientista apresentou uma investigação à Sociedade Real com os dados de um gene relacionado com o metabolismo do colesterol.

“Acreditamos que este gene aumenta os níveis de colesterol bom, algo que até agora não tínhamos conseguido de uma forma natural e que sabemos que atrasa o envelhecimento, porque o temos encontrado nas pessoas centenárias que estamos a estudar”, garante Barzilai.

Estão a ser testados medicamentos que imitam a função deste gene e os investigadores acreditam que, se se realmente confirmar que o aumento do colesterol bom previne ou atrasa doenças relacionadas com a velhice, o fármaco pode estar para breve ao alcance de todos.

18 maio 2010

Anticoncepcional masculino



Os investigadores Paul Dayton e James Tsuruta, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, estão a realizar um estudo que demonstra que os ultra-sons aplicados nos testículos inibem o fabrico de espermatozóides de um modo seguro para a população masculina.

Os antigos egípcios foram os primeiros a recorrer ao calor para contrariar a acção fertilizadora dos espermatozóides. Faziam-no com pedras quentes sobre os testículos. Com a mesma ideia e com métodos menos rudimentares hoje investiga-se no sentido de encontrar um método anticonceptivo seguro e eficaz.

A tecnologia utilizada no projecto actual, com ondas de som ultra-curtas, é similar aos dispositivos médicos utilizados para tratar lesões desportivas.

Os cientistas norte-americanos acreditam que basta uma sessão de dez minutos a cada seis meses para obter o efeito desejado.

A Fundação Bill&Melinda Gates parece também acreditar na investigação, já que doou cem mil dólares para o projecto por o considerar uma inovação importante na saúde.

Dayton e Tsuruta já demonstraram que podem reduzir o esperma testicular recorrendo a ondas de ultra-som utilizadas pelos fisioterapeutas. Quando os testículos terminam de produzir espermatozóides e todas as reservas foram reduzidas ao mínimo, é impossível haver capacidade para conceber.

Reversibilidade e eficácia 

O projecto deve então mostrar se é eficaz e seguro. O problema agora é a quantidade. Grandes doses de ultra-sons podem causar esterilidade irreversível.

James Tsuruta, investigador
“O nosso objectivo é demonstrar que é um método económico, eficaz a longo prazos, reversível e adequado para usar nos países desenvolvidos”, afirmou Tsuruta, o investigador principal.

O efeito do calor na fertilidade já foi estudado com vários métodos. Alguns deles até caseiros e rudimentares, como a simples imersão em água quente. Submeter-se a um banho com água a 46 graus de temperatura reduz a fertilidade masculina. Se esta operação se repetir todos os dias durante três semanas seria, supostamente, um anticonceptivo eficaz.

Aliás, em situações de perigo ou frio, os testículos retraem-se de forma natural, ou seja elevam a sua temperatura o que diminui a fertilidade.

14 maio 2010

Você pode doar seu semen para uma inseminação artificial?



Se a sua resposta for sim, certamente você é uma pessoa de bons princípios, dotada de uma vontade inabalável de ajudar aos seus semelhantes, principalmente aqueles que não podem conceber filhos por questões meramente de saúde. Mas cuidado, de acordo com um estudo realizado pela Clínica de Reprodução Assistida Ginefiv, não é necessário apenas ter boa vontade. Segundo elessomente dez por cento dos pretensos doadores de semem estão aptos a sê-lo.

Isso decorre, principalmente, de um fator muito importante na doação: a boa qualidade do semen. Nos últimos anos essa qualidade tem decaído sensivelmente devido ao estresse, ao excesso de trabalho, a contaminação dos alimentos, ao tabagismo e, inclusive, ao uso de roupas interiores apertadas.

Para ser doador de semen o homem deve reunir uma série de prerequesitos, como: ter idade entre 18 e 35 anos, não possuir antecedentes pessoais ou familiares com enfermidades hereditárias graves, não ser portador de doenças sexualmente transmissíveis e, por último, se submeter a um rigoroso teste psicológico.

Além de todas estas condições, o doador deve ter uma alta qualidade espermática que se caracterize numa concentração de espermatozóides superior a 50 milhões por milímetros cúbicos, deve ter um volume de ejaculação superior a dois milímetros e uma morfologia de espermatozóide adequada e que seja regida pelos critérios adotados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece,nesses casos, que os mesmos sejam simétricos, lisos, ovais, com a cauda reta, o núcleo fixo e de cor transparente. É por essas restritas exigências que a clínica Ginefiv acredita que somente 10% dos aspirantes doadores apresentem estes requisitos.

Esses mesmos investigadores acreditam que a qualidade do semen tem decaído nesses últimos anos devido, em grande parte, aos fatores anteriormente descritos e ao agitado estilo de vida a que está submetida a sociedade atual. Na verdade, dos mais de 800.000 casais inférteis deste país, 40% dos casos são causados por problemas masculinos.

A maioria dos casais com problemas de infertilidade recorrem a semen de um doador para poderem ter filhos. É um processo caro e bastante demorado. Por isso, o esperma do doador deve ser de uma pessoa saudável e com excelente qualidade espermática. A primeira coisa a ser feita é realizar um espermograma ( análise seminal) para verificar se o esperma é de boa qualidade. Depois será realizado um estudo mais completo sobre antecedentes familiares, análise de sangue para confirmar que não há nenhuma enfermidade e, por último o teste psicológico. Se todas estas provas forem positivas, o doador pode começar a fazer a doação por um período de 06 meses aproximadamente.

03 maio 2010

Bastam 5 minutos de "exercício verde" para melhorar a saúde mental


De acordo com um novo estudo feito pela Sociedad Americana de Química (ACS) e publicado na revista Environmental Science & Technology, bastam apenas 5 minutos de exercício "verde" (exercícios praticados em parques, jardins ou qualquer outro espaço verde) para melhorar saúde mental de indivíduos de qualquer idade.

Todo mundo já sabia e as evidências científicas indicavam que as atividades físicas praticadas em espaços naturais benefeciavam a saúde mental e aumentavam a sensação de bem estar. Porém ninguem ainda havia quantificado o tempo necessário para que esses benefícios fossem realmente visíveis. "Pela primeira vez determinamos a "dose mínima de natureza" que é necessária para se obter efeitos positivos sobre a saúde mental, que são cinco minutos", disse Jules Prettu, coautora do estudo, em que foi investigado mais de 1.200 indivíduos, que realizaram atividades diversas, como: caminhar, andar de bicicleta, pescar em um rio ou praticar jardinhagem. Os resultados mostram que as áreas verdes que também envolvem água tem um benefício extra para a saúde, segundo Pretty.

Entre os efeitos positivos do "exercício verde", Pretty destacou a melhora da autoestima e acrescentou que os maiores beneficiados são os jovens e pessoas que sofrem de doenças mentais. "Acreditamos que seria muito útil para os indivíduos, sociedade e para os serviços de saúde em geral,  se as pessoas de todas as idades se "automedicassem" com mais exercícios em lugares verdes", sugeriu os responsáveis pelo estudo.

A solução prática para a população em geral? Uma caminhada de pelo menos cinco minutos em áreas verdes. Que tal experimentar durante uma semana para perceber as mudanças?

Alimentos funcionais que controlam o peso


Você acaba de comer e minutos depois volta a sentir fome novamente. Isso acontece porque o corpo humano é dotado de um mecanismo metabólico que regula o nível de açúcar no sangue. Quando ingerimos alimentos ricos em açúcares refinados ou goma, nosso nível de glicose no sangue sobe rapidamente. Sua absorção também se dar de forma acelerada, já que a glicose se metaboliza muito rapidamente no organismo. Ao se produzir esse descenso rápido da glicose, o corpo “nos pede mais açúcar” e voltamos a sentir fome de novo.

Um grupo de investigadores do CSIC conseguiu sintetizar uma substância que talvez venha ser a solução para problemas de peso de muitas pessoas. Essa substância consegue retardar a absorção da glicose, dando uma sensação de saciedade e retardando, também, a fome.

O processo biotecnológico para produção dessa substância foi patenteado no final de março desse ano, por um grupo de pesquisadores espanhóis e a molécula natural fagomina extraída através desse processo foi diagnosticada como um potente inibidor do apetite.

O fagomina é um iminoaçúcar que é encontrado em pequenas quantidades nas sementes de trigo sarraceno. Essa molécula reduz a absorção de glicose e amidos refinados encontrados em grãos, massas e batatas retardando o apetite do indivíduo que o ingeriu. Sua produção em grande escala por métodos enzimáticos permite o desenvolvimento de alimentos funcionais para controle do peso.

De acordo com os pesquisadores, no mais tardar até o próximo ano, essa substância estará sendo comercializada nos Estados Unidos e posteriormente no resto do mundo.

28 abril 2010

Sorrir faz tanto bem a saúde, quanto se exercitar fisicamente.


Que sorrir faz bem a saúde, todo mundo já sabia, só não tínhamos ainda a comprovação científica.

De acordo com um estudo realizado pelo norte americano Lee Berk e apresentado ontem na Conferência Esperimental Biology realizada na Califórnia, 20 minutos de riso equivalem a 20 minutos de exercício físico. Isso quer dizer que tanto faz você pedalar, correr, nadar... por um período qualquer, como ficar sorrindo as gargalhadas por igual espaço de tempo.

Para descobrir os benefícios que o riso faz ao corpo, Berk e sua equipe da Universidade Luma Linda, nos Estados Unidos, selecionaram um grupo de 14 pessoas saudáveis e as expuseram a 20 minutos de um vídeo engraçado de comédia. No início e no final da sessão, essas pessoas foram submetidas a vários exames e tiveram os níveis de hormônio do estresse, pressão arterial e colesterol medidos.

Ele descobriu que devido as gargalhadas a pressão arterial sistólica dos envolvidos foi reduzida de 120 para 110, enquanto o colesterol ruim no sangue caiu de 168 para 162 mg/dl. Esses benefícios estariam associados a uma redução nos níveis de cortizol e adrenalina, principais hormônios responsáveis pelo estresse.

Constatou, também, que o riso pode melhorar o estado de espírito de uma forma geral e fortalecer as defesas do organismo, aumentando a produção de anticorpos, da atividade celular dos linfócitos T e das "células assassinas" (NK). Esses mesmos efeitos não foram observados, nos mesmos pacientes, após sua exposição por 20 minutos, a um outro vídeo não engraçado.

Outra consequência atribuída ao riso é a mudança nos padrões de apetite. Assim como os exercícios físicos, o riso reduz os níveis de leptina, um hormônio responsável pela saciedade e aumenta os níveis de grelina, substância responsável pelo apetite. Isso pode muito bem ser útil para pessoas que perderam o desejo de comer, devido, por exemplo, a uma grande depressão ou a qualquer outra condição médica crônica.

27 abril 2010

Dor de cabeça: possíveis causas e tratamentos



A tensão do dia a dia é a causa mais freqüente das dores de cabeça mas, elas poderem aparecer por diversas causas e não escolhem idade e sexo. Fique sabendo, lendo este artigo, os cuidados que se deve ter com as dores de cabeça em crianças; os problemas das pessoas que sofrem de enxaqueca e as causas mais freqüentes.

As dores de cabeça são um mal extremamente comum, mas, ao mesmo tempo, um dos mais difíceis de se definir. A dor varia de intensidade: é sentida como um ligeiro desconforto ou como uma dor insuportável. As causas são tão variedade que, muitas vezes, fica difícil determinada com exatidão qual o problema físico ou emocional que está na raiz do problema.

Felizmente, em sua maioria as dores de cabeça não são sintomas de um problema grave, mas apenas sinais de tensão, fadiga, ansiedade ou distúrbios emocionais. Algumas vezes a dor de cabeça é reflexo de um distúrbio em alguma outra parte do corpo, muito raramente ocorrendo como resultado de uma doença grave.

A enxaqueca é um tipo especial de dor, que afeta apenas uma área limitada da cabeça. Em geral, é acompanhada de outros sintomas, como vômitos ou perturbações da visão.

Por que a cabeça dói?

A dor pode originar-se na parte externa do crânio, como resultado da contração e da tensão dos músculos do pescoço e do couro cabeludo. Ou, então, pode ter origem no lado interno do crânio, devido a uma inflamação, distorção ou algum outro problema que esteja afetando os vasos sangüíneos ou as membranas que envolvem o cérebro.

Mas, em ambos os casos, estão envolvidos os mesmos nervos, isto é, aqueles que enviam sinais de dor no cérebro.

Por isso, é muito difícil determinar a causa de uma dor de cabeça baseando-se apenas no tipo de dor experimentada.

Tipos de dor de cabeça

Dor de cabeça provocada por tensão:

Esta é de curta duração, mas volta a atacar de tempo em tempo, quando não se combate a causa. Ela é em geral o resultado da fadiga e das tensões diárias. Ocasionalmente, esta dor de cabeça muito freqüente indica a presença de males crônicos, como anemia, pressão alta ou uma doença nos rins.

A aspirina ajuda a aliviar a dor, mas não se deve tomar mais do que dois comprimidos de cada vez. Se necessário , repete-se a dose quatro horas mais tarde.

Algumas medidas preventivas podem ser efetuadas, como tentar relaxar mais e evitar situações de tensão. Se isso não der resultado e as dores de cabeça voltarem a ocorrer, consulte um médico.

Dor de cabeça relacionamento com excessiva emocional

A dor que começa durante o dia e aumenta de intensidade no final da tarde é, em geral, o resultado de uma tensão intensa e prolongada, muitas vezes acompanhada de depressão e de outros distúrbios psicológicos.

Os analgésicos aliviam a dor temporariamente, mas, se ocorrer todos os dias , é importante ir ao médico. Caso ocorram outros sintomas, como perda de peso ou dificuldades para dormir, porque eles podem ser indícios de uma depressão mais séria.

Dores de cabeça em pessoas idosas

As dores de cabeça que afetam as idosas em geral têm causas mais graves do que as que ocorrem em pessoas jovens.

Uma dor intensa pode ser um dos sintomas do herpes-zoster, popularmente, conhecido como cobreiro (uma infecção causada por vírus), ou de uma doença dos ossos localizada em torno do globo ocular pode indicar a presença de glaucoma (pressão anormalmente alta no globo ocular). A dor de cabeça que vem acompanhada de perda de peso e de sensibilidade no couro cabeludo pode ter como causa uma inflamação das artérias que irrigam o couro e os olhos.

Tratamento: todos estes casos requerem urgentes cuidados médicos.

Dor de cabeça provocada por infecção

Este tipo de dor, bastante comum em crianças é, em geral , acompanhado de febre provocada por dor de dente, sinusite ou infecção no ouvido.

Tratamento: a criança deve ficar em repouso, com o quarto na penumbra. Além de aspirinas infantsl, deve-se dar a ela uma grande quantidade de líquidos. É sempre bom, todavia, consultar um médico.

Dor de cabeça provocada por sinusite

Ela ocorre em pessoas de qualquer idade quando os seios nasais (cavidades existentes em torno e atrás do nariz) ficam congestionados e, em seguida, infeccionados. A dor manifesta-se na testa e nas faces, o nariz fica obstruído e os olhos lacrimejantes.

Tratamento: quando as inalações, que devem ser feitas duas vezes por dia, não resolvem, o médico em geral receita um descongestionante nasal ou antibióticos.

Dor de cabeça diretamente associada à fadiga ocular

Muitas dores de cabeça começam atrás ou em volta do globo ocular depois que uma pessoa lê ou escreve durante um tempo prolongado. Elas são quase sempre provocadas pela tensão nos músculos do pescoço, deve-se consultar um oftalmologista.

Dor de cabeça associada a dores no pescoço

Muitas vezes ela provém de uma dor que tem início no pescoço, estende-se para os músculos do couro cabeludo , passando a afetar a parte posterior da cabeça, as têmporas e o fundo dos olhos.

Esse tipo de dor de cabeça é muito comum depois dos 50 anos de idade, quando muitas pessoas passam a sofrer de dores reumáticas, de fibrosite ou ligeira artrite no pescoço.

Tratamento: as pessoas que sofrem regularmente desse mal não podem expor-se a correntes de ar. Devem usar encostos especiais no banco do carro e observar uma postura correta. Qualquer pessoa que sofra ataques freqüentes desse tipo de dor de cabeça deve consultar um médico, que receitará analgésicos antiinflamatórios e recomendará outros tipos de tratamento, como massagens, relaxantes musculares ou o uso de um colete ortopédico.

Dor de cabeça provocada por pancadas e ferimentos

Por mais leves que possam ser, um ferimento ou uma pancada na cabeça costuma provocar dores, muitas vezes acompanhadas de espasmos musculares e de tonturas. Estas dores desaparecem com o tempo, mas podem ser intensificadas pela ansiedade que provocam.

Tratamento: o tratamento médico imediato nesses casos consegue aliviar a dor e diminuir sua freqüência e, algumas vezes, o médico recomenda um programa gradativo de exercícios.

Dor de cabeça provocada por problemas cerebrais graves

As dores de cabeça raramente têm como causa um problema grave no cérebro, como um tumor ou um abscesso. Mesmo quando existe um tumor cerebral, a dor de cabeça é um sintoma que ocorre apenas nos estágios avançados da doença e, em geral, é mascarada por sintomas mais acentuados, como fraqueza e formigamento nos braços e nas pernas , distúrbios da fala vômitos e rigidez dos músculos do pescoço. Contudo, é extremamente improvável que a dor de cabeça ocorra como o único sintoma deste tipo de problema.

Enxaqueca

A enxaqueca não é um problema grave mas algumas vezes chega a causar sérios transtornos na vida de uma pessoa sujeita a crises constantes.

A enxaqueca ocorre em intervalos irregulares e as crises duram entre 2 e 30 horas. A dor quase sempre se localiza num lado da cabeça e vem acompanhada de perturbações da visão, nauseas e vômito. Outros sintomas que podem ocorrer são alterações de humor, sede ou fome anormais e perturbações do sono.

As crises assumem formas diferentes durante a vida do paciente. Por exemplo, em algumas mulheres nas quais as crises parecem estar associadas aos ciclos menstruais, outros sintomas, como tonturas substituem as dores de cabeça à medida que elas entram na menopausa.

O ataque de enxaqueca parece ser causado por uma mudança na sensibilidade dos vasos sangüíneos da cabeça. No início da crise, alguns desses vasos se contraem, provocando uma redução no suprimento de sangue para parte da cabeça e do cérebro. Esse fato faz surgir alguns sinais, como embaraçamento da vista e dormência, que ocorrem antes de algumas crises de enxaqueca. À medida que a constrição desaparece, os vasos sangüíneos se dilatam e o paciente sente uma dor de cabeça latejante que, em geral, afeta apenas um dos lados da cabeça.

Causas da enxaqueca

Nem sempre é possível identificar o fator que desencadeia esse transtorno nos vasos sangüíneos da cabeça. Por exemplo, uma crise extremamente violenta às vezes ocorre sem uma causa aparente, depois de um longo período sem nenhuma crise.

Nos homens, principalmente, as crises de enxaqueca costumam ocorrer nos fins de semana ou durante um feriado, provavelmente como resultado do relaxamento que se segue após uma semana de trabalho. Um sono prolongado, uma mudança nos hábitos alimentares ou o excesso de bebida também podem ser parcialmente responsáveis pela crise. Outros fatores que causam uma crise de enxaqueca são: ansiedade, choque emocional, fadiga, mudanças súbitas de temperatura, iluminação inadequada e inalação de poluentes.

Tipos de enxaqueca 

Muitos tipos diferentes de enxaqueca já foram identificados. Estão descritos abaixo os tipos mais comuns.

Enxaqueca comum

As dores de cabeça freqüentes podem afetar apenas um lado da cabeça ou ambos, e duram entre 2 e 30 horas; algumas vezes elas vêm acompanhadas de náuseas e vômitos. Também podem ocorrer perturbações da visão ou cegueira parcial, embora estes sintomas estejam normalmente associados à enxaqueca clássica.

A enxaqueca comum se inicia, em geral, na puberdade e afeta um em cada dez adultos. Por outro lado, uma em cada cinqüenta pessoas sofre de enxaqueca clássica, e outros tipos são mais raros.

Enxaqueca clássica

Uma crise de enxaqueca clássica provoca uma dor latejante num dos lados da cabeça. Ocorrem outros sintomas, como cegueira temporária ou parcial, vômitos e extrema sensibilidade a luz e a sons.

Enxaqueca basilar 

As mulheres jovens são as mais afetadas por esse tipo de enxaqueca que esta associada ao transtorno de uma artéria específica que irriga a parte posterior do cérebro. Os sintomas que acompanham esse tipo de dor de cabeça são tonturas, cegueira temporária e desmaios.

Dor de cabeça múltipla

Considerando um tipo de enxaqueca, afeta quase exclusivamente os homens. A dor surge em intervalos regulares, uma ou duas vezes por dia, e dura 1 ou 2 horas; em geral, o paciente já acorda de manhã com dor de cabeça. A ingestão de bebida alcoólica muitas vezes desencadeia um ataque desse tipo.

A dor intensa e penetrante ocorre em volta do olho, do ouvido ou da face; ela às vezes vem acompanhada de lacrimejamento, congestão nasal e vermelhidão no lado afetado.

Tratamento: o paciente deve repousar num quarto às escuras e tentar dormir. Analgésicos são extremamente eficazes quando tomados bem no início da crise.

Se os analgésicos comuns não surtirem efeito, consulte um médico. Ele receitará medicamentos e, eventualmente, tranqüilizantes, que deverão ser tomados com regularidade para prevenir ou atenuar as crises.

A enxaqueca e a dieta alimentar

Você precisa descobrir se o que originou a enxaqueca foi algum dos alimentos que costumam provocar uma crise, e começar a reintroduzi-los aos poucos. Você então poderá constatar se existe uma ligação entre um determinado alimento e a freqüência das crises.

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe

Cefaleia

Cefaleia é o termo médico para dor de cabeça. É um dos sintomas mais comuns na medicina, é uma das queixas mais frequentes de consultas a clínicos, pediatras e neurologistas, fisioterapeutas especializados em osteopatia, quiropatia e acupuntura e cirurgiões-dentistasespecialistas em Disfunção temporomandibular e dor orofacial e também um dos motivos mais comuns de falta ao trabalho. A cefaleia é um sintoma universal no ser humano. Estima-se que 90 a 100% das pessoas terão algum tipo de dor de cabeça ao longo da vida.
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19 abril 2010

Você tem a Síndrome de Gourmand?


A Síndrome de Gourmand é uma doença rara e ao mesmo tempo curiosa. Ela produz no paciente um irresistível desejo de comprar ou cozinhar pratos altamente requintados e de muita sofisticação. Essa enfermidade foi descrita pela primeira vez pelos pesquisadores M. Regard e T. Landis em 1997 na revista Neurology.

De acordo com um recente estudo realizado na Suíça, esse distúrbio alimentar é causado por uma lesão que afeta certas áreas do hemisfério cerebral direito. Embora seja uma doença benígna, ela pode causar certo desconforto, além de prejudicar seriamente o bolço da pessoa acometida.

Se você tem interesse em saber mais a respeito dessa enfermidade que, ao meu ver, deixa a pessoa que a tem "chique de mais", clique no botão acessar abaixo para ver a matéria completa em espanhol.

18 abril 2010

Estresse - o inimigo número 1 das mulheres


Para a população feminina entre 18 a 29 anos, o estresse é o pior problema a ser enfrentado, como conclui uma pesquisa realizada pela Society for Women’s Health, de Washington, Estados Unidos. A grande causa da pressão é para conseguir chegar aos 30 anos com uma carreira consolidada, uma casa e um relacionamento estável. Mas as entrevistadas apontam outros fatores também, como: dinheiro (63%), ganhar peso (59%) e estudos (27%). 

No Brasil, outra pesquisa coordenada pelo International Stress Managment Association (Isma), organização dedicada ao estudo do estresse, revelou números não menos assustadores: 70% dos brasileiros economicamente ativos sofrem com o estresse; destes, 78% têm sintomas físicos associados, como dor muscular, e 70% reclamam de falta de concentração e distúrbios de libido (29%). Ou seja, tentar fugir desse estresse deve ser uma das metas da nossa vida.

O primeiro passo para espantar as causas é se empenhar em construir um estilo de vida saudável: dormir o número de horas suficientes para recompor as energias e manter uma alimentação equilibrada, além de praticar exercícios físicos e separar um momento do dia para relaxar. O bom sono revigora, a alimentação saudável fortalece o organismo, a ginástica libera o hormônio chamado beta endorfina, que produz sensação de bem estar, e o relaxamento reduz a tensão física e mental. Além destes procedimentos básicos para o aumento da qualidade de vida, também é preciso refletir sobre o problema.

Três palavras resumem o controle do estresse: conscientização, flexibilidade e criatividade. Primeiro, deve-se pensar no estresse e identificar suas causas. Veja se ele não é produzido por você. Lembre de como você encara as situações, os problemas e os desafios. A partir daí, estabeleça seus próprios limites e aprenda a respeitá-los. Então, reconheça as demandas à sua volta e estabeleça prioridades. Por fim, esteja preparada para se aceitar as mudanças, criando alternativas próprias para adaptar suas necessidades às do meio onde vive.

Transcrito do site Viver Melhor

Plástico: o nosso veneno de cada dia


"Ninguem se livra. Nem você nem eu nem nossos amigos, familiares ou colegas. Cem por cento da população mundial apresenta contaminação por algum tipo de substância perigosa, que chega ao nosso  organismo através do ar, da água ou da comida".

É assim que começa um importante artigo que pode ser lido na revista digital  XL Semanal , sob o título "O Plástico está nos matando?"

Diante de alertas dessa natureza, apresentamos, a seguir, algumas recomendações para o uso adequado desse material (plástico) tão amplamente difundido em nossas vidas e que em alguns momentos nos esquecemos de que ele é fabricado a partir de produtos petrolíferos e que, em alguns casos, representa perigo para a nossa saúde.
  • Não reutilizar garrafas de plástico - Elas são feitas para serem utilizadas uma única vez e isso é amplamente recomendado nas embalagens. A utilização repetida pode ser prejudicada por filtragem de antimônio no líquido.
  • Não aqueça no microondas bandejas de poliestireno expandido (bandejas de isopor encontradas nos supermercados). Para esquentar alimentos no forno de microondas utilize plástico do tipo tupperware ou qualquer outro que contenha o símbolo de que é adequado para o microondas.
  • Não morder as canetas. Elas podem ter sido fabricadas com poliestireno ou polietileno. As duas substâncias contém estireno que agem no organismo como um disruptor endócrino.
  • Não utilize garrafas de policarbonato. As de vidros são muito mais seguras e saudáveis.
Como medida de precaução, devemos estar conscientes de que, geralmente, o plástico não é um bom elemento para ser reutilizado em nossos hábitos alimentares. Também não é um bom elemento para aquecer alimento em fornos de microondas. Lembre-se, calor e plástico não é uma boa combinação. A própria lógica nos convida a evitar isso.

E, claro, não podemos esquecer de que o plástico é um material altamente poluente e pode ficar por longos anos na natureza. Para o nosso próprio bem e para o bem da mãe natureza o melhor a fazer é evitar a utilização desse tipo de material em nossas residências.

17 abril 2010

Novo pâncreas artificial para a cura do diabetes


Os pacientes com diabetes do tipo 1 agora poderão controlar melhor suas enfermidades, graças a um novo pâncreas artificial que utiliza um algoritmo computadorizado para equilibrar os níveis de açúcar em seu organismo.

No diabetes do tipo 1, o pâncreas deixa de produzir insulina - um hormônio que regula os níveis de açúcar no sangue - e, também, deixa de liberar glucagon que eleva a concentração de açúcar no organismo. O novo pâncreas artificial, desenvolvido por bioquímicos da Universidade de Boston e do Hospital Geral de Massachusetts, resolve este problema quase que nas mesmas condições de um pâncreas saudável.

Seu mecanismo é composto de um monitor contínuo que mede os níveis de açúcar no sangue, de duas bombas que injetam tanto a insulina quanto o glucagon sob a pele, bem como de um computador portátil que executa o programa que calcula os níveis dos hormônios que os pacientes precisam em um determinado momento.

De acordo com o que foi descrito por seus criadores em um estudo publicado na revista Science Translational Medicine, embora ainda não seja a cura definitiva, a nova tecnologia representa uma mudança radical no tratamento desta doença cronica que afeta cerca de 285 milhões de pessoas em todo o mundo.

08 abril 2010

Você é uma pessoa hipocondríaca?


Você sente os batimentos do coração acelerar é logo associa como sinal de doença cardíaca. Ou quando está com enxaqueca, também encara como um aviso de problemas do cérebro.

Repare nos seus hábitos e veja se não está se tornando uma pessoa hipocondríaca. Para ter certeza é simples. Durante um período significativo (pelo menos seis meses), veja se você não teve preocupações, medos ou crenças de que tem uma doença grave e interpretou isso de forma errada.


Segundo o psiquiatra e professor da Universidade Federal de São Paulo, Miguel Roberto Jorge, a hipocondria é uma preocupação exagerada com a possibilidade de ter uma ou mais doenças sérias e progressivas, mesmo com a confirmação médica de não haver qualquer enfermidade física. “São comuns queixas de falta de energia, sensação de peso nas pernas e dores mal caracterizadas”, diz o médico.
Estima-se que de 10 a 20 por cento da população considerada “normal” possua essas preocupações hipocondríacas em algum momento da sua vida. “Principalmente em ocasiões de maior fragilidade emocional, sem que isso constitua a verdadeira doença hipocondríaca”, afirma Jorge.
A comerciante Renata de Almeida, 29 anos, carrega seus remédios para todos os lugares por onde viaja. “É por precaução”, diz ela. “Sou uma hipocondríaca saudável, não tenho culpa de realmente sentir dores”, completa, bem-humorada.
Conforme o especialista, essa preocupação causa-lhe um sofrimento considerável ou interfere negativamente em áreas importantes da sua vida, principalmente quando a pessoa persiste na idéia, mesmo depois de adequadas avaliações médicas.
O tratamento é difícil, pois o hipocondríaco está convencido de que algo em seu organismo encontra-se gravemente alterado. “A tranqüilidade não reduz essas preocupações. Entretanto, uma relação de confiança com um médico atencioso é benéfica, sobretudo se as visitas regulares ao seu consultório forem acompanhadas por uma atitude tranqüilizadora”, esclarece Jorge.
Fonte: MBPress

05 abril 2010

Estresse e Trabalho


Talvez o ambiente do trabalho tenha se modificado e acompanhado o avanço das tecnologias com mais velocidade do que a capacidade de adaptação dos trabalhadores. Os profissionais vivem hoje sob contínua tensão, não só no ambiente de trabalho, como também na vida em geral.

Há, portanto, uma ampla área da vida moderna onde se misturam os estressores do trabalho e da vida cotidiana. A pessoa, além das habituais responsabilidades ocupacionais, além da alta competitividade exigida pelas empresas, além das necessidades de aprendizado constante, tem que lidar com os estressores normais da vida em sociedade, tais como a segurança social, a manutenção da família, as exigências culturais, etc. É bem possível que todos esses novos desafios supere os limites adaptativos levando ao estresse.

O tipo de desgaste à que as pessoas estão submetidas permanentemente nos ambientes e as relações com o trabalho são fatores determinantes de doenças. Os agentes estressores psicossociais são tão potentes quanto os microorganismos e a insalubridade no desencadeamento de doenças. Tanto o operário, como o executivo, podem apresentar alterações diante dos agentes estressores psicossociais.

O desgaste emocional a que pessoas são submetidas nas relações com o trabalho é fator muito significativos na determinação de transtornos relacionados ao estresse, como é o caso das depressões, ansiedade patológica, pânico, fobias, doenças psicossomáticas, etc. Em suma, a pessoa com esse tipo de estresse ocupacional não responde à demanda do trabalho e geralmente se encontra irritável e deprimida. 

Um dos agravantes do Estresse no Trabalho é a limitação que a sociedade submete as pessoas quanto às manifestações de suas angústias, frustrações e emoções. Por causa das normas e regras sociais as pessoas acabam ficando prisioneiras do politicamente correto, obrigadas a aparentar um comportamento emocional ou motor incongruente com seus reais sentimentos de agressão ou medo.

No ambiente de trabalho os estímulos estressores são muitos. Podemos experimentar ansiedade significativa (reação de alarme) diante de desentendimentos com colegas, diante da sobrecarga e da corrida contra o tempo, diante da insatisfação salarial e, dependendo da pessoa, até com o tocar do telefone. A desorganização no ambiente ocupacional põe em risco a ordem e a capacidade de rendimento do trabalhador. Geralmente as condições pioram quando não há clareza nas regras, normas e nas tarefas que deve desempenhar cada um dos trabalhadores, assim como os ambientes insalubres, a falta de ferramentas adequadas.

Fatores intrapsíquicos (interiores) relacionados ao serviço também contribuem para a pessoa manter-se estressada, como é o caso da sensação de insegurança no emprego, sensação de insuficiência profissional, pressão para comprovação de eficiência ou, até mesmo, a impressão continuada de estar cometendo erros profissionais. Isso tudo sem contar os fatores internos que a pessoa traz consigo para o emprego, tais como, seus conflitos, suas frustrações, suas desavenças conjugais, etc.

O extremo oposto, ou seja, ter uma vida sem motivações, sem projetos, sem mudanças na ocupação ao longo de muitos anos, sem perspectivas de crescimento profissional, assim como passar por período de desocupação no emprego também pode provocar o mesmo desenlace de Síndrome de Burnout. Mesmos sintomas podem surgir em ambos casos, ou seja, falta de autoestima, irritabilidade, nervosismo, insônia e crise de ansiedade, entre outros.

Sobrecarga

A sobrecarga de agentes estressores também pode ser considerada um fator importante para eclosão do estresse patológico no trabalho. A sobrecarga de estímulos estressores é um estado no qual as exigências do ambiente excedem nossa capacidade de adaptação. Os quatro fatores principais que contribuem para a demanda excessiva de agentes estressores no trabalho são:

1. urgência de tempo;
2. responsabilidade excessiva;
3. falta de apoio;
4. expectativas excessivas de nós mesmos e daqueles que nos cercam.

Falta de Estímulos

A falta de estímulos também pode resultar em estresse patológico e doença. O risco de ataques cardíacos, por exemplo, são significativamente maiores nos dois primeiros anos após a aposentadoria. Nesses casos a condição associada ao estresse costuma ser o tédio, a sensação de nulidade e/ou a solidão, portanto, a falta ou escassez de solicitações também proporciona situações estressoras.

Às vezes, no final do dia, sentimos nosso corpo exausto mas, apesar disso, experimentamos uma agradável sensação de bem estar. Em geral uma atividade pode se tornar muito gratificante quando possui um significado especial ou quando desperta grande interesse em nós.

No trabalho, as atividades medíocres, destituídas de significação ou aquelas onde não temos noção do porquê estamos fazendo isso ou aquilo, podem ser extremamente estressantes. As tarefas alta-mente repetitivas ou desinteressantes também podem produzir estresse. Essas situações de carência de solicitações ou a sensação de falta de significado para as coisas que fazemos costumam também causar estresse em crianças e idosos.

Ruído

O ruído excessivo pode causar estresse pela estimulação do Sistema Nervoso Simpático, provocando irritabilidade e diminuindo o poder de concentração. Dessa forma, o ruído pode ter um efeito físico e/ou psicológico, ambos capazes de desencadear a reação de estresse. Este fator estressante pode produzir alterações em funções fisiológicas essenciais, como é o caso do sistema cardiovascular.

O ruído também pode influenciar outros hormônios, como a testosterona, por exemplo, e dessa forma, pode ter efeitos prolongados sobre o organismo, considerando que as alterações hormonais são sempre de efeito mais longo. Experiências com pilotos de aeronaves na Argentina demonstraram que, ao ficarem expostos aos ruídos de alta intensidade das turbinas aéreas, sua produção de testosterona reduziu-se pela metade. Além disso, foi relatada uma forte correlação entre a perda de audição devida a ruídos e a concentração plasmática de magnésio.

Alterações do Sono

O contínuo atraso do sono pelos horários de trabalho, viagens e variações do rítmo das atividades sociais, facilitadas pelo uso da luz elétrica e atrações noturnas, pode levar à insônia e, conseqüentemente ao estresse. Na síndrome de fusos horários das viagens internacionais, recomenda-se não tomar decisão importante ou não competir antes da readaptação fisiológica.

Os operários que fazem turnos ou têm trabalho noturno, geralmente possuem um sono de má qualidade no período diurno. Isso se dá em decorrência dos conflitos sociais (coisas que fazemos de dia e coisas que fazemos de noite) e do excesso de ruído diurno. Essa má qualidade do sono acabará provocando aumento da sonolência no período de trabalho (seja noturno ou diurno), muitas vêzes responsável por acidentes, desinteresse, ansiedade, irritabilidade, perda da eficiência e estresse.

Falta de Perspectivas

A esperança, perspectiva ou expectativa otimista é uma das motivações que mais aliviam as tensões do cotidiano. Saber (ou achar) que amanhã será melhor que hoje, ou o mês que vem melhor que este, ou ano que vem será bem melhor, etc, são sentimentos que aliviam e minimizam a ansiedade e a frustração do cotidiano.

Está claro que na falta das boas perspectivas ou, o que é pior, na presença de perspectivas pessimistas a pessoa ficará totalmente à mercê dos efeitos ansiosos do cotidiano, sem esperanças de recompensas agradáveis. Há ambientes de trabalho onde o futuro se mostra continuamente sombrio. É completamente falso acreditar que funcionários temerosos produzem mais. O medo motiva para a ação durante um breve período de tempo (veja a fisiologia do estresse), mas logo sobrevêm o estado de esgotamento com efeitos imprevisíveis.

Mudanças Constantes

Esse assunto merece considerações mais amplas. As necessidades de mudanças podem ser comparadas a um ciclo vicioso; o momento presente está quase sempre exigindo mudanças, essas mudanças acabam trazendo novos problemas. Esses problemas despertam novas soluções, as quais passam a exigir novas mudanças e assim por diante.

Mudanças determinadas pela empresa

Esse tipo de mudanças pode ser determinada por uma nova chefia ou devido à nova orientação geral da empresa, seja por causa de alguma fusão ou aquisição da empresa. Normalmente esse tipo de mudança pode gerar muita insegurança, inicialmente.

Até agora associamos sempre o estresse à adaptação e, diante das mudanças, o que mais se solicita das pessoas é a adaptação, portanto, é o momento onde o estresse está acontecendo. Evidentemente as pessoas naturalmente possuidoras de dificuldades adaptativas sofrerão mais. Abrir mão de métodos usuais para aprender ou aceitar novos métodos sempre exige uma participação emocional importante.

A pessoa que passa por momentos de ansiedade e estresse por causa de mudanças deve ter em mente que, mesmo que o departamento esteja sendo "desmontado" ou algum colega estimado esteja perdendo sua posição, ela continuará sendo o mesmo profissional que é, seus conhecimentos continuarão intactos e a empresa poderá utilizá-los até de forma melhor na nova situação. Nessa situação o mais importante é não deixar que considerações emocionais (mágoa, orgulho, inveja, rancor, etc) dominem o lado racional.

Mudanças devidas à novas tecnologias

A tecnologia normalmente está em contínua substituição por sistemas mais modernos. Nessa situação também as pessoas são emocionalmente solicitadas à se adaptar ao novo. Nesse caso o estresse será variável, de acordo com as Disposições Pessoais e de acordo com o tipo dessa nova tecnologia a ser implantada.

Pela Disposição Pessoal sofrerão mais as pessoas com instabilidade afetiva, com traços marcantes de ansiedade ou já previamente estressadas. Em relação às próprias mudanças, sofrerão mais as pessoas confrontadas com novas tecnologias ideologicamente diferentes das anteriores.

Na Inglaterra, há anos, foi feita uma pesquisa entre trabalhadores de uma refinaria de petróleo e de uma central telefônica, ambas submetidas à mudanças tecnológicas radicais. Na refinaria, apesar das mudanças para automação terem sido profundas, como o sistema de craqueamento do petróleo é sempre o mesmo, a incidência de estresse foi mínima entre os funcionários, inclusive entre os mais antigos. 

Entretanto, na telefônica a situação foi muito diferente. O novo sistema não tinha nenhuma analogia com o anterior e os funcionários mais antigos tiveram que ser transferidos ou demitidos. Isso mostra que as exigências para adaptação ao novo exercem profundo impacto sobre a ansiedade (e estresse, conseqüentemente) das pessoas.

Mudanças devidas ao mercado

As constantes exigências do mercado sempre são levadas a sério pelas empresas e, freqüentemente, determinam mudanças de procedimentos no trabalho. Os ansiosos tende mais para o estresse devido, principalmente, à ansiedade antecipatória, ou seja, a ansiedade que aparece muito antes de quaisquer resultados das mudanças.

Embora o bom senso recomende que as pessoas devam estar continuamente atentas aos resultados dessas mudanças, sofrer antecipadamente não resolve problemas, não facilita a adaptação e podem determinar atitudes precipitadas danosas.

Mudanças auto-impostas

São as exigências que fazemos de nós mesmos. Em psiquiatria, o mais sadio é que estejamos sempre inconformados e sempre adaptados. Isso significa que, através do inconformismo estamos sempre buscando fazer com que o amanhã seja melhor que o hoje. Entretanto, é indispensável que a pessoa se mantenha adaptada às circunstâncias atuais, mesmo que sejam circunstâncias adversas.

Sadio seria reclamar do trânsito, quando este está ruim, para podermos buscar opções que melhorem nossa vida em relação à esse trânsito (mudar itinerários, horários, etc), outra coisa é estarmos padecendo de hipertensão, úlcera, ansiedade ou enxaqueca por causa desse trânsito ruim. Essa é a diferença.

O próprio inconformismo humano exige uma reciclagem constante, ou seja, exige mudanças continuadas e necessidades de adaptação à essas mudanças. Encarar a mudança sob uma perspectiva de crescimento e adequação pode ajudar nossa adaptação, considerá-la uma tarefa tediosa, inútil e humilhante "para quem já sabe tanto", favorece o descontentamento, a ansiedade e, conseqüentemente, o estresse.

Ergonomia

O conforto humano em seu trabalho deve ser sempre considerado, em se tratando de estresse. Como enfatizamos sempre, não devemos privilegiar apenas as razões emocionais em relação ao estresse, por ser este uma alteração global do organismo (não apenas emocional).

Aqui deve ser considerado o conforto térmico, acústico, as horas trabalhadas ininterruptamente, a exigência física, postural ou sensoperceptiva e outros elementos associados ao desempenho profissional. Ambientes hostis, em termos de temperatura, unidade do ar e contacto com agentes agressivos à saúde fazem parte da exigência física a que alguns trabalhadores estão submetidos. Daí a enorme importância do acessoramento técnico da Medicina do Trabalho para prevenir estados de esgotamento.

Atividades que exigem posições anti-fisiológicas, repetitividade de exercícios danosos, e permanência exagerada em atitudes cansativas fazem parte das exigências posturais a que são submetidas as pessoas durante o trabalho.

Leia também Estresse 



Estresse

Estresse (português brasileiro) ou stresse (português europeu) pode ser definido como (a) a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo (humano ou animal) superar determinadas exigências do meio-ambiente e (b) o desgaste físico e mental causado por esse processo.
O termo estresse foi tomado emprestado da física, onde designa a tensão e o desgaste a que estão expostos os materiais, e usado pela primeira vez no sentido hodierno em 1936 pelo médico Hans Selye na revista científica Nature.
O stress pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia. Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão (ligados à ansiedade e depressão). Os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a ocorrer doenças, especialmente cardiovasculares.
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