Três de cada quatro especialistas consultados no relatório "
O futuro da internet", realizado pelo
Pew Reseach Center da Universidade Elon (EE.UU), asseguram que a
internet melhora e aumenta a inteligência humana. O estudo levou em conta a opinião de 895 usuários e especialistas em internet quando perguntados sobre suas
previsões para 2020.
Especificamente, para 76% dos entrevistados o uso da internet melhorou a inteligência humana e as pessoas passaram a tomar melhores decisões porque estão mais bem informadas. Quanto a habilidade de leitura, escrita, compreenção e assimilação, aproximadamente 65% dos entrevistados concordam que em 10 anos essas habilidades vão melhorar mais ainda e somente 32% têm opinião contrária.
Em termos gerais e de acordo com os resultados deste estudo, a natureza da escrita está mudando. Richard Forno, do instituto de inteligência de software da Universidade Carnegie Mellon, assegura que é preciso distinguir entre a escrita formal usada em relatórios de nível profissional e a escrita informal utilizada em e-mail, nas redes sociais e no SMS, tão criticadas por sua linguagem. Além disso, está surgindo um novo conceito visual, muito mais ágil e dinâmico, que está mudando a maneira de se contar uma história. Para Anthony Townsend, do Instituto de Investigação do Futuro, "seria muito mais inteligente mostrar uma simulação digital interativa para explicar a política do Antigo Egito, por exemplo, que ensinar em um livro de texto".
No entanto, uma co-autora desse estudo, Janna Anderson, aponta que "há muita gente que critica ferrenhamente o Google, Wikipedia e outras ferramentas". É o caso de Nicholas Carr em seu artigo ¿Está Google volviéndonos estúpidos? publicado em The Atlantic Monthly no verão de 2008. Nele Carr suetenta que a facilidade de se pesquisar na internet e as distrações da navegação estavam limitando sua capacidade de concentração. "Eu penso da mesma forma que costumava fazer" assegura ela.
