03 abril 2010

Água não tratada mata mais do que as guerras


O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente pediu aos governos de todo o mundo que tomem medidas urgentes para resolver o problema das águas residuais. Quatro milhões de pessoas morrem a cada ano de enfermidades provocadas pela má gestão da água. Mais de 1.200 milhões de pessoas carecem de abastecimento de água básico. O uso que se faz da água vem crescendo a cada ano e os 6.000 milhões de habitantes do planeta já consomem em torno de 54% da água doce disponível nos rios, lagos e aquíferos subterrâneos. Se o consumo dos recursos hídricos per cápta continuar crescendo no rítmo atual, dentro de 25 anos somente o ser humano poderá chegar a utilizar mais de 90% da água doce  disponível, deixando apenas 10% para o restante das espécies que povoam o planeta.

Diante desse assustador panorama, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) já alertou de que, sem uma atuação firme e urgente para melhorar a gestão desses resíduos - dois milhões de toneladas de dejetos, que contaminam 2.000 milhões de toneladas de água diariamente -, a situação vai piorar. Seu impacto não afeta somente a saúde de milhões de pessoas (sobre tudo os mais pobres), mais também prejudica os ecossistemas marinhos (245.000 km2 de zonas marinhas mortas, segundo a UNEP) e o clima, através das emissões de metano que contribuem para o aquecimento global. A UNEP, em seu informe Sick Water (Água Enferma), exorta os governos a empreender ações urgentes com "enfoque multisetorial" publica o jornal El País.

Nos países desenvolvidos, existem estações de tratamento residuais que depuram as águas servidas antes de serem vertidas nos rios, lagos e mares. Mas nos países em desenvolvimento, se calcula que aproximadamente 90% destas águas são vertidas diretamente sem nenhum tratamento. O problema é de tal forma preocupante, que todo ano morrem mais pessoas acometidas de enfermidades relacionadas à água contaminada, do que por qualquer forma de violência, inclusive as guerras, afirma a ONU. As infraestruturas de saneamento da maioria das áreas urbanas em países em desenvolvimento são inadequadas. "Precisamos ser mais inteligentes na forma de gerenciar as águas residuais", disse Achim Steiner, diretor da UNEP, citado pela agência Reuters. "As águas residuais matam a gente, literalmente". 

Querer é poder


A impressionante plasticidade do cérebro abre infinitas possibilidades para a transformação humana. Cada pessoa pode, se quiser, transformar a si mesma e a realidade a sua volta. Essa capacidade procede tanto da tradição oral (querer é poder), quanto dos ensinamentos budistas. 

Recentes pesquisas científicas confirmam a autenticidade dessa capacidade humana: somos livres para decidir que tipo de pessoa desejamos ser. A pedra filosofal para a transformação é uma mistura de vontade, intenção e da incrível plasticidade neural do cérebro. Assim como o treinamento físico fortalece os músculos, o treinamento mental modifica os circuitos do cérebro para a direção que desejamos.

A meditação ajuda nesse processo e permite cultivar novas qualidades que, pouco a pouco, se vão incorporando de forma natural a vida cotidiana. Quando o mundo interior está em paz e harmonia, o mundo exterior se contagia desses mesmos sentimentos. 

Existem outras correntes de pensamentos que não são totalmente concordantes com estas premissas. Por isso, valea pena ler outros artigos, como:  Querer é mesmo poder? de Flávio Gikovate e Querer é poder? de Maíra Donnice.

02 abril 2010

O jumento merece uma medalha


O jumento é considerado por muitos,  um animal insignificante, o símbolo da pouca  inteligência e da brutal ignorância. No entanto,  o jumento é muito mais importante e interessante do que seu estereótipo.

Esses animais possuem 62 cromossomos (16 a mais do que os seres humanos) e pode cruzar sexualmente com outros animais diferentes de sua espécie, como cavalos e zebras. Do cruzamento entre o jumento macho  com uma égua, nasce a mula. Do cruzamento entre um cavalo e uma jumenta, nasce o burro. As zebras cruzadas com jumentos, nascem os cebroides. Apenas 1 em cada 10.000 desses animais híbridos são férteis.

Uma análise recente revelou que o leite das jumentas é muito rico em oligossacarídeos e  carboidratos, e têm grandes potencialidades imuno-estimulantes. No Brasil e na Índia, muita gente utiliza esse leite como alimento infantil. Também é muito utilizado em casos de AIDS e câncer e tem pessoas que afirmam que ele (o leite) tem efeito similar ao Viagra.

Os jumentos são animais muito valentes. Nunca correm quando ficam em perigo, apenas zurram alto para intimidar o agressor. O jumento é o único animal do seu tamanho que não foge ao encontrar um leão. É por isso, que na África eles são usados para proteger o gado. Até os cães têm medo dos jumentos. Eles são muito precisos em seus coices, sua principal defesa.

Na Europa, praticamente, não há mais jumentos. Apenas na Espanha ainda sobrevivem algumas espécies nativas, que estão ameaçadas de extinção. Na América do Sul, o Brasil - principalmente a região Nordeste - é o país que ainda concentra o maior número desses animais.

Antigamente os jumentos eram os principais meios de transporte de carga.  Eles interligaram regiões e promoveram o comércio de mercadorias da época. Isso foi capaz, principalmente, pela sua obediência e docilidade e, também, pela sua capacidade de carregar até 30% do seu peso. O jumento foi domesticado na Etiópia e na Somália há cerca de 6.000 anos atrás.

Na próxima vez que for chamar alguém de jumento na intenção de depreciá-lo, lembre-se disso!

01 abril 2010

Arma sem fogo - choque não-letal à distância


A Taser, tradicional fabricante de armas não letais, acabou de fazer a divulgação de uma das  suas mais ousadas criações. Trata-se de uma avançada arma construida com a  finalidade de não causar danos mortais. Ela é conhecida pela sigla de  XREP (Xtended Range Electronic Projectile).


Essa nova arma tem calibre 12 e seu projétil alcança uma velocidade de aproximadamente 300 km/h. A cápsula arremessada tem quatro pequenas pontas eletrificadas que, com o impacto, aderem ao corpo do agressor causando um choque elétrico e deixando-o momentâneamente imobilizado.



A corrente elétrica desprendida é de 1,3 mA (niliampéres). Para se ter uma idéia dessa medida, uma tomada de parede comun, fornece cerca de 20.000 mA. Se compararmos a intensidade de cada uma, concluiremos que o choque dessa arma é mínimo em relação a tamada elétrica. Mas, o que realmente é importante não é o choque elétrico, mais sim a forma como como essa energia se propaga e interage com os sinais elétricos do corpo. Isso sim é que causa o efeito de paralisia, que chega a durar,  pelo menos, 20 minutos.



A XREP, assim como outras armas fabricadas pela TASER, é um produto controlado e submetido a mesma legislação das armas convencionais e só pode der utilizada por órgãos de segurança pública. No Brasil, a empresa que representa a marca TASER é a Ability BR.



Arma de eletrochoque

Uma arma de eletrochoque é uma arma capaz de liberar uma descarga elétrica a fim de imobilizar uma pessoa momentaneamente, constituindo-se assim como uma arma não-letal. Contudo, existem registos de eventuais casos de morte. Muitas dessas armas podem ser disfarçadas nos mais variados tipos de objetos, desde canetas até celulares.[1] Há tempos, diversas opções caseiras são feitas a partir de capacitores eletrolíticos, especialmente de tântalo, mas desde 1993 a empresa Taser International fabrica e vende diversos modelos de armas de eletrochoque, popularizando seu uso principalmente pelas polícias de diversos países. Os tasers, como são conhecidos, apesar de possuírem um funcionamento básico comum em relação ao padrão das armas de eletrochoque, têm os dois eletrodos de carga não estão permanentemente unidos à estrutura.[2]
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