19 abril 2010

Por que tanta gente casa e separa várias vezes?


Para criar variação genética e, ao mesmo tempo, garantir a saúde e segurança de nossos filhos enquanto eles dependem inteiramente do pai e da mãe. “Divorciar-se e casar-se de novo é uma atitude muito comum em nossa história evolutiva, o que me faz acreditar que nós somos mamíferos com tendências à monogamia em série”, diz a pesquisadora e antropóloga americana Helen Fisher.

Da onde Helen, PhD em antropólogia biológica, tirou essa ideia? Observando a natureza. Monogamia é uma característica muito, mas muito rara. Apenas 3% das espécies de mamíferos, por exemplo, são monogâmicas. Porém, é muito comum que ela ocorra entre pássaros – e isso acontece por uma boa razão. Eles têm de formar casais porque um deles precisa sentar constantemente sobre seus ovos e o outro precisa alimentá-lo para que não morra de fome. Para Helen, casos assim são a prova de que parcerias monogâmicas só ocorrem em circunstâncias muito específicas. “E destas, a circunstância mais importante é quando a fêmea não pode criar o filhote sozinha. O mesmo aconteceu na evolução humana. Novos estudos indicam que nossos antepassados tem sido monogâmicos há 4 milhões de anos”, diz.

Helen também analisou o divórcio em 58 sociedades e notou que, no mundo todo, as pessoas tendem a se divorciar mais ou menos no quarto ano de casamento. “Eu percebi que quatro anos é o tempo necessário, mesmo quatro milhões de anos atrás, para que um homem e uma mulher, juntos, criem uma criança em sua primeira infância. Depois disso, tios, tias e até crianças mais velhas podem cuidar dela. Então, provavelmente por milhões de anos, ter uma série de relações monogâmicas era uma estratégia adaptativa”, conclui.

O raciocínio de Helen é o seguinte: se você tem uma série de maridos – ou uma série de esposas – você teria filhos com cada um deles e geraria maior variação genética, mas ao mesmo tempo os dois podiam colaborar na criação da criança. Segundo ela, isso aceleraria o processo evolutivo. “Vamos olhar para uma mulher que, hoje, tenha tido três maridos e filhos com dois deles. O que ela fez de acordo com a perspectiva evolutiva? Deu maior variedade genética a seus bebês”, diz Helen, que tem sido, ela mesma, adepta da monogamia em série – e sem filhos – por toda sua vida.

Transcrito da Revista Galileu

A Casa Branca e sua imponência

A Casa Branca, sede oficial do Poder Executivo do governo dos Estados Unidos da América e residência oficial do Presidente da República, talvez seja um dos maiores ícones de Washington - DC, um dos edifícios mais reconhecidos no mundo, que fica no número 1600 da Pennsylvania Avenue.

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Vista aérea da Casa Branca (tomada do Washington Monument, o obelisco)
Além de escritório e residência dos presidentes, a Casa Branca é uma referência de governo que figura até no verso da nota de 20 dólares norte-americanos. A propriedade pertence ao National Park Service, o órgão federal que administra todos os parques nacionais e monumentos da América. Sob esse ponto de vista a casa é oficialmente denomidada President's Park".

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A Casa Branca que era cinza.
O que poucos sabem é que a residência oficial do presidente dos Estados Unidos, a famosíssima "Casa Branca" era originalmente cinza. Ela só foi pintada de branco depois de ter sido queimada pelos ingleses na guerra de 1814, quando até então era naquela cor. O nome "Casa Branca" foi, a partir daí, dado pelo presidente Theodore Roosevelt.

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Theodore Roosevelt
A Casa Branca basicamente tem em seu interior os seguintes compartimentos: 132 salas, 35 banheiros, 6 depósitos, 412 portas, 147 janelas, 28 lareiras, 8 escadas, 3 elevadores, 5 chefs decosinha em tempo integral, uma quadra de tênis, uma pista de boliche, um cinema, uma pista de corrida e uma piscina. E recebe 5.000 visitantes por dia!

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A Casa Branca foi construída depois da criação do Distrito de Columbia por um Ato do Congresso em dezembro de 1790. O presidente George Washington ajudou a escolher o local juntamente com o arquiteto urbanista Pierre L'Enfant, que já vimos antes, planejou e desenhou a cidade.

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A Casa Branca com o Marine One, o helicóptero presidencial
O arquiteto da Casa Branca foi escolhido numa competição que recebeu nove propostas concorrentes. O arquiteto James Hoban, um irlandês, recebeu a honra especial de colocar a pedra fundamental em 13 de Outubro de 1792. A construção foi completada em 1 de Novembro de 1800, depois de 8 anos de construção, na qual foram gastos, em valores atuais, cerca de US$ 2,4 milhões.

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A Casa Branca vista da Laffayette Square
Faça um tour fotográfico pelo interior da Casa Branca
White House "Winter Holiday" Tour
Fotografias de UrbanVagos
Foram o Presidente George Washington e o então Secretário de Estado Thomas Jefferson, em 1792, que abriram a competição entre arquitetos que desenhariam os dois mais famosos edifícios de todo o país: a Casa Branca e o Capitólio. Dizem que o próprio Jefferson competiu sob um pseudônimo, tendo perdido ambos.

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Para o desenho da Casa Branca o arquiteto Hoban inspirou-se nas vilas anglo-irlandesas Leinster House, em Dublin. Ainda que o Presidente Washington tenha mandado construir a Casa Branca, nunca a habitou. O Presidente John Adams, eleito em 1796, osegundo presidente americano, foi o primeiro a morar na casa oficial. Abigail Adams, esposa do Presidente Adams, conformou-se em viver na inacabada casa.

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John Adams
A esposa de John Adams, primeiro presidente americano a se instalar na Casa Branca, não encontrando sequer um varal para arejar os trajes da família, os pendurou em pleno Salão Leste, sendo o primeiro ato que tornou a casa algo menos presidencial e mais residencial, o que motivou as inúmeras modificações posteriores.

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Limousine presidencial - blindagem à prova de morteiro
O Presidente Thomas Jefferson, depois de mudar para a casa em 1801, também não se impresionou nem gostou dela por achá-la grande demais. Thomas Jefferson fez mudanças estruturais sob desenhos do arquiteto Benjamin Henry Latrobe, como a adição de alguns pavilhões e terraçosem ambos oslados do edifício.

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A Casa Branca vista do National Mall
Com James Madison, o Presidente de 1809 a 1817, houve uma tentativa de incêndio pelos britânicos na Casa Branca, na Guerra de 1812. Ainda que o fogo não tenha consumido todo edifício por causa de uma providencial tempestade de verão, os estragos foram grandes. Após o incêndio, Madison trouxe o arquiteto Hoban de volta para restaurar a mansão, o que levou três anos. Foi durante essa restauração que o edifício foi pintado de branco e, mais tarde, adicionados os pórticos das alas norte e sul.

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O helicóptero Marine One levantando vôo dos jardins da Casa Branca
Expansões e alterações também foram felitas pelo Presidente Theodore Roosevelt, que declarou a casa insegura para ser habitada por um presidente. Ele executou obras de remodelação neste sentido e alterou o ático do terceiro andar em quartos e salas habitáveis e adicionou o a um Executive Office e a East Gallery, separando a área de trabalho do presidente, da área familiar. Em 1909, o arquiteto Nathan C. Wyethextendeu a asa de escritórios adicionando oque hoje é conhecido como Salão Oval da Casa Branca.

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O endereço oficial da Casa Branca
Ainda que informalmente usado algumas vezes, foi o Presidente Theodore Roosevelt que oficializou o nome da residência oficial dos presidentes dos Estados Unidos como White House.

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A bonita Penn Avenue, em frente à casa Branca
Finalmente, a maior renovação ocorreu durante o período do Presidente Harry Truman, que decidiu novamente que o edifício era inseguro e substituiu alguns detalhes de fachada, como painéis e janelas, adicionando um balcão (sacada) ao Pórtico Sul. De todo modo, as modificações semrpe foram feitas de maneira cuidadosa, preservando um dos símbolos máximos do povo americano e sua presidência. A White House, é um símbolo arquitetônico que significa a residência presidencial e o exemplo dos ideiais norte-americanos de liberdade e justiça.

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Quanto mais perto da Casa Branca, maior a segurança
A White House fica na 1600 Pennsylvania Ave., NW. Os tours organizados são limitados a grupos de 10 pessoas e são reservados com antecedência de cerca de um mês. Os self-guided tours infelizmente não são mais possíveis sem marcação com muita antecedência, portanto será impossível pensar em visitar a cidade e conhecer a Casa Branca por dentro.

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Até mesmo cães policiais farejadores de explosivos fazem a segurança das imediações


Você tem a Síndrome de Gourmand?


A Síndrome de Gourmand é uma doença rara e ao mesmo tempo curiosa. Ela produz no paciente um irresistível desejo de comprar ou cozinhar pratos altamente requintados e de muita sofisticação. Essa enfermidade foi descrita pela primeira vez pelos pesquisadores M. Regard e T. Landis em 1997 na revista Neurology.

De acordo com um recente estudo realizado na Suíça, esse distúrbio alimentar é causado por uma lesão que afeta certas áreas do hemisfério cerebral direito. Embora seja uma doença benígna, ela pode causar certo desconforto, além de prejudicar seriamente o bolço da pessoa acometida.

Se você tem interesse em saber mais a respeito dessa enfermidade que, ao meu ver, deixa a pessoa que a tem "chique de mais", clique no botão acessar abaixo para ver a matéria completa em espanhol.

18 abril 2010

50 anos da pílula anticoncepcional



Em uma sociedade contemporânea em que a mulher exerce diversos papéis, seja como profissional, administradora do lar, estudante, solteira, esposa ou mãe, as influências comportamentais e a moda feminina que marcaram as décadas anteriores são visíveis no dia a dia. Com um ritmo de vida dinâmico, a mulher atual, a exemplo de alguns ícones femininos do passado, vive em constante busca por independência. Neste contexto, o surgimento da pílula anticoncepcional, no início da década de 60, permitiu que a mulher passasse a controlar sua fertilidade, conquistasse liberdade sexual com segurança e praticidade e, mais recentemente, aliasse a contracepção a outros benefícios propiciados pela pílula.

Estudo realizado pelo Instituto Guttmacher, organização de saúde sexual dos Estados Unidos, revela que 80 milhões de mulheres utilizam a pílula anticoncepcional no mundo. O maior percentual de consumidoras reside na Europa e nos Estados Unidos e utilizam o método para planejar o tamanho da família, se dedicar aos estudos e à carreira. O estudo revela ainda que, na América Central e do Sul, cerca de 16 milhões de mulheres utilizam a pílula anticoncepcional, sendo que as brasileiras usam os contraceptivos orais durante um período maior – entre dois e cinco anos -, enquanto as mexicanas utilizam o método por apenas um ano sem interrupção. “Normalmente, as mulheres realizam uma pausa no uso da pílula por razões culturais, no entanto, não é um procedimento recomendado, justamente por haver a possibilidade de ocorrer uma gestação não planejada neste período”, afirma o Prof. Dr. Afonso Nazario, Chefe do Departamento de Ginecologia da UNIFESP. O levantamento do Instituto Guttmacher mostra também que a taxa de contracepção na América Central e do Sul aumentou consideravelmente, de 15% em 1969, para mais de 70% em 2000.

O atual índice elevado de utilização da pílula anticoncepcional contrasta com o período de seu lançamento, ocorrido quando o cenário mundial pregava uma conduta moral de castidade feminina - na época o método era receitado apenas para as mulheres casadas e com autorização dos maridos. A primeira pílula, lançada nos Estados Unidos, possuía formulação com altas doses de hormônio, que gerava alguns efeitos colaterais, e assim não conquistou as usuárias. Em 1961 importante empresa do mercado farmacêutico lança a primeira pílula disponibilizada em países da Europa, Austrália e Brasil, com formulação seis vezes maior que a quantidade de princípio ativo dos contraceptivos atuais.

No auge dos anos 70, surge a chamada segunda geração de pílulas, com redução significativa da quantidade de hormônios usados nas primeiras versões. No final dos anos 90 é inaugurada a terceira geração da pílula anticoncepcional, com formulações de baixas doses e princípios ativos mais modernos que proporcionam outros benefícios além da contracepção.

Paralelo ao surgimento da pílula, as mulheres iniciaram uma revolução silenciosa e discreta. A taxa de fecundidade brasileira decresce da média nacional de 6,3 filhos em 1960 para 5,8 filhos em 1970, chegando ao patamar de 2,3 filhos em 2000. A região Sudeste foi a que registrou o menor índice de fecundidade, 2,1 filhos por mulher, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Com a opção de controlar a fertilidade, a mulher pode escolher o momento ideal para ingressar no mercado de trabalho em busca de sua independência financeira ou ampliação dos bens de consumo de toda a família”, afirma Flavio Gikovate, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor.

A expansão do ensino nas décadas de 60 e 70 permitiu que as mulheres aumentassem sua escolaridade e, com isso, passassem a pensar no desenvolvimento de uma carreira. “A pílula anticoncepcional surgiu em um momento já favorável para o início da ‘revolução de costumes’, período em que a sexualidade humana ganhou importância própria, desvinculando-a da necessidade de reprodução e permitindo que as mulheres pensassem em relações sexuais sem o pavor da gestação”, ressalta Gikovate. 

De acordo com os indicadores da Fundação Carlos Chagas, a participação da mulher no mercado de trabalho ou procurando emprego em 1976 era de 28,8%. Já em 2007, este índice representou um total de 43,6%. Em 2009, dados atualizados do IBGE revelam que o trabalho feminino já corresponde a 45,1% da população empregada no País.

Observe como a evolução feminina no mercado de trabalho impactou os índices de fecundidade nas últimas décadas:

Ano
População brasileira            (em milhões)*
População economicamente ativa feminina*
Taxa de fecundidade brasileira*
Década de 70
93.139.037
28,8%
5,8 filhos
Década de 80
119.002.706
33,5%
4,4 filhos
Década de 90
146.825.475
35,5%
2,9 filhos
2000
169.799.170
-
2,3 filhos
 2007
183.987.291
43,6%
1,95 filho



* População recenseada no Brasil e taxa de fecundidade brasileira – dados do IBGE

* População economicamente ativa feminina – dados da Fundação Carlos Chagas

 

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