18 maio 2010

Anticoncepcional masculino



Os investigadores Paul Dayton e James Tsuruta, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, estão a realizar um estudo que demonstra que os ultra-sons aplicados nos testículos inibem o fabrico de espermatozóides de um modo seguro para a população masculina.

Os antigos egípcios foram os primeiros a recorrer ao calor para contrariar a acção fertilizadora dos espermatozóides. Faziam-no com pedras quentes sobre os testículos. Com a mesma ideia e com métodos menos rudimentares hoje investiga-se no sentido de encontrar um método anticonceptivo seguro e eficaz.

A tecnologia utilizada no projecto actual, com ondas de som ultra-curtas, é similar aos dispositivos médicos utilizados para tratar lesões desportivas.

Os cientistas norte-americanos acreditam que basta uma sessão de dez minutos a cada seis meses para obter o efeito desejado.

A Fundação Bill&Melinda Gates parece também acreditar na investigação, já que doou cem mil dólares para o projecto por o considerar uma inovação importante na saúde.

Dayton e Tsuruta já demonstraram que podem reduzir o esperma testicular recorrendo a ondas de ultra-som utilizadas pelos fisioterapeutas. Quando os testículos terminam de produzir espermatozóides e todas as reservas foram reduzidas ao mínimo, é impossível haver capacidade para conceber.

Reversibilidade e eficácia 

O projecto deve então mostrar se é eficaz e seguro. O problema agora é a quantidade. Grandes doses de ultra-sons podem causar esterilidade irreversível.

James Tsuruta, investigador
“O nosso objectivo é demonstrar que é um método económico, eficaz a longo prazos, reversível e adequado para usar nos países desenvolvidos”, afirmou Tsuruta, o investigador principal.

O efeito do calor na fertilidade já foi estudado com vários métodos. Alguns deles até caseiros e rudimentares, como a simples imersão em água quente. Submeter-se a um banho com água a 46 graus de temperatura reduz a fertilidade masculina. Se esta operação se repetir todos os dias durante três semanas seria, supostamente, um anticonceptivo eficaz.

Aliás, em situações de perigo ou frio, os testículos retraem-se de forma natural, ou seja elevam a sua temperatura o que diminui a fertilidade.

Perfumes contêm substâncias perigosas para a saúde



Várias marcas de perfume, algumas entre as mais vendidas no mundo, contêm pelo menos dez agentes químicos secretos pontencialmente perigosos para a saúde.

Um estudo, divulgado pela ONG Defesa Ambiental, afirma que o efeito da associação de substâncias químicas pode ir de uma simples reação alérgica à perturbação do funcionamento endócrino.

Os testes foram realizados por um laboratório independente da Califórnia, nos Estados Unidos, e o resultado foi claro: dos 17 perfumes testados, 12 contêm ftalayo de dietila. Este agente é associado a um desenvolvimento anormal dos órgãos genitais de bebés do sexo masculino e a anomalias no esperma dos homens adultos.

Cada produto testado possui, em média, 14 substâncias químicas secretas, não indicadas no rótulo devido a um vazio jurídico que permite aos fabricantes reuni-los na etiqueta "perfume".

Segundo as análises, o pior dos perfumes é o «Seventy Senven» da American Eagle, com 24 componetes perigosos.

Os perfumes das mediáticas Halle Berry e Jennifer Lopez, o «Halle» e o «Lo Glow» respectivamente, contêm sete substâncias capazes de perturbar o sistema endócrino, seis das quais imitam o estrogénio e a outra tem influência na glândula tireóide.

Ambientalistas já tinham dado o alerta.

Em 2005, a Greenpeace apresentou um relatório em Bruxelas intitulado «Um escândalo de perfume» com uma análise a 36 perfumes mundialmente conhecidos.

Greenpeace afirma ter encontrado ftalato no Eternity da Calvin Klein.

Todos continham ésteres de ftalatos e almíscares de síntese. O ftalato de dietilo foi encontrado em grandes quantidades no «Eternity», da Calvin Klein e no «LeMâle» de Jean-Paul Gaultier.

Esta substância apenas não foi detectada no«GloriaVanderbilt's» e no«Bogner'sHighSpeed» entre as 36 fragrâncias, perfumes e colónias.



17 maio 2010

O telefone celular realmente causa câncer?



O maior estudo até hoje realizado sobre o risco de câncer, pelo uso excessivo do telefone celular, ainda não conseguiu obter provas conclusivas de que realmente esse aparelho possa provocar qualquer tipo de doença, inclusive câncer.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que liderou as pesquisas, os resultados indicam somente um alto risco à saúde pelo excessivo uso desses dispositivos.

Mas, a OMS acrescenta que é necessário realizar um estudo mais aprofundaddo para obtenção de diagnósticos mais conclusivos a respeito desse assunto.

A pesquisa foi realizada durante 10 anos, com 13.000 pessoas de 13 países e teve como objetivo analisar o risco de certos tipos de tumores cerebrais pelo uso de telefones celulares.

Nos últimos anos, foram realizados vários estudos com o objetivo de  investigar os efeitos na saúde humana causados pela exposição excessiva aos níveis de radiação microondrícas que os celulares transmitem e recebem constantemente.

Até agora, nenhum desses estudo encontrou evidências fortes de que essa radiação tenha energia suficiente para causar danos ao DNA das células, causando-lhe algum tipo de câncer.

Também foi  estudada a possibilidade de que pequenas quantidades de calor produzido no cérebro pelos celulares, fossem suficientes para causar risco à saúde.

No estudo da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), a OMS analisou dois tipos de dados dos usuários: aqueles sem problemas de saúde e os pacientes com tumores cerebrais: glioma e meningioma.

Os resultados indicaram que aqueles que mais usaram seus celulares,  mostraram um risco maior de ambos os tipos de câncer, mas os investigadores dizem que houve "preconceito e erros" no trabalho que impediu que se estabelecesse um nexo de causalidade.

Alguns dados, por exemplo, comprovaram que os usuários de telefones celulares em geral, têm um menor risco de câncer no cérebro do que as pessoas que não utilizam esses dispositivos.

Segundo os cientistas com maior experiência nesse tipo de trabalho, houve problemas com a metodologia do estudo e os resultados proclamados nessa pesquisa, não são conclusivos e nem confiáveis.

Além disso, os padrões para a utilização e fabricação de telefones celulares tem mudado muito desde que o estudo começou em 2000 e que hoje em dia são utilizadas tecnologias mais apropriadas na fabricação desses aparelhos.

O tempo médio de uso entre os participantes era, na época da pesquisa, entre 2 e 2,5 horas por mês, cerca de meia hora por dia.

Atualmente estima-se que uma pessoa usa seu telefone celular por uma hora ou mais por dia.

Conforme afirmou o diretor da IARC, Christopher Wild, por causa destas disparidades de fatores é necessário realizar mais pesquisas para estabelecer uma ligação clara que possa dar credibilidade a pesquisa.

Segundo o correspondente da BBC em Genebra, Imogen Foulkes, especialistas médicos disseram que o estudo é falho porque ao invés de monitoramento, os participantes foram convidados a recordar quanto tempo e em que ouvido usaram seus celulares durante os últimos 10 anos.

A pesquisa também foi criticada porque foi financiada em grande parte por operadoras de telefonia celular.

O Mobile Manufacturers Forum (MMF) e a Associação GSM, que representa os interesses da indústria global de comunicações móveis, contribuiram com 25% do custo total do inquérito.



Atualmente está em curso no Reino Unido um estudo mais amplo sobre os efeitos na saúde do uso do telefone celular. Essa pesquisa envolve 250 mil indivíduos entre 20 e 30 anos. Vamos esperar o resultado para podermos formar uma razão crítica que ofereça clareza e credibilidade nos resultados.

Dia Mundial da Internet: 17 de maio



No dia 17 de maio de 2010 é comemorado o Dia mundial da Internet (decreto da ONU do dia 19/01/2006). Nada melhor que um artigo de estatísticas sobre a difusão da internet no Brasil para ressaltar sua importância e o quanto de história ela ainda vai contar.

A internet no Brasil

Em um país de população tão heterogênea de estilos, culturas e regiões, o Brasil destaca-se na rede mundial de internet por uma característica homogênea de seus usuários: a capacidade de se relacionar. Nada mal, então, destacarmos o Orkut, rede social de relacionamentos, que tem os brasileiros como maior porcentagem de usuários: 49%. Dos 54 milhões de internautas, 76% no Brasil utilizam o orkut como ferramenta de relacionamento.

procentagem de brasileiros no orkut

Do total de usuários brasileiros que acessam a internet, 21% possuem mais de 10 anos de idade. Segundo o IBGE, os internautas têm em média 28 anos, rendimento médio mensal domiciliar per capita de R$ 1.000 e escolaridade de 10,7 anos. Os acessos variam de ambientes como: casa (25,5 milhões), trabalho ou centros públicos ou privados. Cada internauta residencial permanece conectado 26 horas e 15 minutos no mês.
Nos últimos quatro anos, a posse de computadores nos domicílios cresceu em média 18% mais rápido que o número de domicílios com conexão à internet, que cresceu 16%. Quando trata-se de formas de acesso, a conexão discada ainda supera a de banda larga. Atualmente, temos 11 milhões de conexões de banda larga no país e 12 milhões de conexões discadas.

Hoje, o Brasil é o sexto país do mundo com o maior número de domínios, somando 1,6 milhão de registros com o final .br. O registro .br era, inicialmente, disponível apenas para empresas, pois o cadastro exigia a inscrição do CNPJ. Hoje, o .br aceita também o CPF, permitindo que pessoas físicas e empresas não registradas adquiram o domínio com terminação .br. O levantamento, feito com 3500 empresas de todos os portes (grande, média e pequena) de todo o país, constata que 53% delas têm website, mas a maior parte deles é voltado apenas para informações institucionais. Apenas 13% das corporações, por exemplo, utilizam os seus sites para efetivar pagamentos de transações.

O comércio eletrônico no Brasil está em boa fase. Em 2008, a internet movimentou mais de 8 bilhões de reais, ocasionando um crescimento de 30% em relação a 2007. Mais de 13 milhões de pessoas no Brasil já compraram ao menos uma vez pela internet.

A análise dos dados permite-nos construir previsões para o futuro da internet no Brasil. Mensurar valores e porcentagens pode ser difícil em um mundo em que a globalização (mais evidente por causa da conexão através da internet) permite que qualquer fator gere turbulências econômicas, como por exemplo o que ocorreu com a famosa “crise”. Os dados principalmente sobre o crescimento do comércio eletrônico apontam um significativo aumento das vendas pela internet, maior do que em 2009. Investir na internet está se tornando uma das melhores ferramentas, ou se não a melhor, para enfrentar um mercado cada vez mais competitivo.

Fonte: Imasters

 

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