03 junho 2010

Os opostos realmente se atraem?


Sim, mas o que chamamos de diferença vai além dos hábitos, da cor dos olhos e da classe social. Aparentemente são as diferenças genéticas que geram alguma forma de atração. 

Uma pesquisa realizada pela geneticista Maria da Graça Bicalho, do Laboratório de Imunogenética da Universidade Federal do Paraná, dá pistas de que a força dos genes pode ser maior do que pensamos na hora de escolher os parceiros. Existe algo chamado Complexo Principal de Histocompatibilidade (conhecido pela sigla MHC), uma região do nosso genoma na qual ficam vários genes que determinam a resposta imunológica do organismo.

Do ponto de vista biológico, seria bom que os indivíduos com MHC bem diferentes ficassem juntos, para melhorar o sistema imunológico. E parece que é bem isso que fazemos. “Comparamos a compatibilidade entre os MHC de 90 casais reais com 300 casais de um grupo de controle formado aleatoriamente. Constatamos que de fato buscamos essa diferença”, diz Maria.

21 maio 2010

Consumo moderado de álcool é bom para saúde


Um estudo publicado na"European Journal of Clinical Nutrition", revelou que pessoas que bebem álcool moderadamente têm, em geral, uma vida mais saudável do que aquelas que se abstêm deste tipo de bebida. No entanto, o benefício de se beber álcool não está na bebida em si, mas em factores indirectos, como o relaxamento, a realização de actividade física e o melhor estatuto social.

"O consumo moderado de álcool é um poderoso marcador de um maior nível social, um status superior de saúde geral e menor risco cardiovascular", disse Boris Hansel, do hospital Pitié-Salpêtrière (Paris). Este investigador, que dirigiu o estudo, salientou que esta investigação não aponta para uma ligação de causa-efeito e não deve ser usada para promover o consumo do álcool.

O consumo excessivo de álcool está associado a várias doenças, inclusivamente problemas hepáticos e cardíacos e alguns tipos de cancro, sendo que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o alcoolismo mata 2,3 milhões de pessoas por ano.

Hansel e a sua equipa analisaram 150 mil franceses, dividindo-os em quatro grupos: quem nunca bebeu, quem bebia pouco (menos de 10 gramas de álcool por dia), quem bebia moderadamente (10-30 gramas por dia) e pessoas que consumiam em excesso (mais de 30 gramas por dia).

Segundo os investigadores, os consumidores leves e moderados, tanto homens como mulheres, tinham uma saúde geral melhor do que quem nunca bebia ou do que quem bebia demais. As pessoas que bebiam moderadamente tinham, por norma, menor risco cardiovascular, menor ritmo cardíaco, menos stress, menos depressão, menor índice de massa corporal e maiores níveis de HDL ("colesterol bom") no sangue. Além disso, geralmente, faziam mais exercício físico do que as pessoas dos outros grupos.

No entanto, Boris Hansel alerta para o facto de isto não significar que o álcool tenha uma influência positiva sobre o colesterol ou proteja o coração, mas que o seu consumo moderado é um bom indicador de um "bom estatuto social", e que essa pode ser a principal explicação para o bom estado de saúde desse grupo.

"Estas conclusões sugerem que não é apropriado promover o consumo de álcool como base para a protecção cardiovascular", referiu, acrescentando que o "prazer" é a melhor justificação para beber moderadamente.

Procriar de forma tradicional poderá cair em desuso


Segundo um novo relatório publicado na revistaReproductive Biomedicina Online, os avanços na tecnologia de Fertilização ‘in vitro’ (FIV) significa que será possível produzir embriões com uma taxa de êxito de praticamente cem por cento e cultivá-los em instalações controlados por computador. O avanço irá aliviar a pressão sobre os casais que adiado a decisão de ter filhos até os seus trinta e quarenta, para seguir uma carreira.

A técnica poderá tornar-se rotineira, ou seja, em vez de recorrer ao sexo para se reproduzirem, as pessoas poderão ter a possibilidade de conceber através da fertilização, no caso de adultos jovens, que têm apenas uma em quatro hipóteses por mês para fazê-lo naturalmente.

Entre aqueles que têm mais de 35 anos, a possibilidade de conceberem cai até dez por cento. As técnicas modernas significam para casais saudáveis uma excelente oportunidade. Segundo os autores do relatório, isto é apenas o começo. Os investigadores apontam que os avanços na reprodução artificial de animais, têm uma taxa de sucesso de quase cem por cento, na produção de embriões de gado e alegam que a tecnologia poderia ser facilmente adaptada para seres humanos.

Primeira indústria de FIV

No novo método, um único espermatozóide é introduzido directamente no óvulo
John Yovich, co-autor do estudo, diz que ainda não chegamos a este ponto, mas a reprodução humana como processo tem sido ineficiente e, por isso, dentro de cinco a dez anos, os casais a chegar à quarentena terão acesso à primeira indústria de FIV.

Gabor Vajta, um veterinário brasileiro e autor principal do relatório, trabalhou com especialistas da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia e salientou que o tubo de ensaio de produção de embriões em bovinos foi cem vezes mais eficiente que os métodos naturais de criação de bezerros.

Técnicas como a injecção de esperma intra-citoplasmática, na qual um único espermatozóide é introduzido directamente no óvulo, já ultrapassaram os resultados de fertilização natural. Vatja afirma mesmo que “este método pode ser combinado com a investigação científica independente para desenvolver a solução ideal de nutrientes em que os embriões humanos devem ser cultivados”.

20 maio 2010

Você sabe o que são bagas de goji?


As bagas goji ou goji berries são umas bagas vermelhas provenientes do Noroeste da China e do Tibete. São vendidas no seu estado seco, ainda cruas, porque são desidratadas ao sol ou a temperaturas inferiores a 40ºC. 

São saborosíssimas e podem ser comidas directamente do pacote ou adicionadas a cereais de pequeno-almoço, saladas de frutas, batidos, como se tratasse de qualquer outra fruta seca.

Embora sejam uma novidade na cozinha Ocidental, os chineses têm conhecimento dos poderes especiais desta baga desde há milhares de anos. Das cerca de 8000 ervas e alimentos que fazem parte da Medicina Tradicional Chinesa, as Goji berries são consideradas a erva-alimento nº1. Estão no topo da tabela. 

As bagas goji contribuem para uma vida alegre, energética e saudável. Saborosas, fáceis de incorporar no dia-a-dia e tão concentradas em nutrientes, não admira que estas pequenas bagas sejam um fenómeno extraordinário de sucesso por todo o mundo.


Informação nutricional


As Goji berries são provavelmente a fruta mais rica em nutrientes que existe no planeta. São uma fonte de proteína completa. Contêm 18 aminoácidos diferentes, entre os quais estão os 8 essenciais ao corpo humano. Contêm até 21 minerais, entre os quais: zinco, ferro, cobre, cálcio, selénio e fósforo. 

As Goji berries contêm também vitaminas B1, B2, B6 e vitamina E. E também polissacarídeos, que fortificam o sistema imunitário, sendo que este é um dos elementos responsáveis pelo seu extraordinário efeito anti-envelhecimento.


Usos tradicionais

Na Medicina Tradicional Chinesa, as Goji berries têm sido consideradas como um alimento da mais alta qualidade para promover a longevidade, dar força e estimular a potência sexual. 

O famoso Li Qing Yuen, que popularizou o Ginseng na cultura chinesa e que aparentemente viveu até à madura idade de 252 anos (!!!) (1678-1930), consumia Goji berries diariamente. A vida de Li Qing Yuen é o caso mais bem documentado de longevidade extrema.


Benefícios e possíveis efeitos medicinais

Muitos estudos publicados nos últimos anos, principalmente na China, reportam possíveis efeitos medicinais das bagas goji, especialmente devido às suas propriedades antioxidantes, incluindo potenciais benefícios contra doenças cardio-vasculares e inflamatórias, problemas de visão, do sistema neurológico e imunitário. 

Também se lhe atribuem propriedades anti-cancerígenas. É uma fruta anti-envelhecimento por excelência, aumentando os níveis de energia, ajudando no processo digestivo e na perda de peso - por ser tão concentrada, basta comer pouca quantidade para se sentir saciado e bem nutrido. 

Os aminoácidos presentes nestas pequenas bagas estimulam o funcionamento de células brancas até 300%, tornando muito difícil que quem as consome fique constipado ou com gripe. 

Uma das mais recentes descobertas acerca dos benefícios das Goji berries é a sua capacidade de melhorar os níveis de insulina nos diabéticos. As Goji berries têm ainda a propriedade de o fazer rir e sorrir durante o dia todo. Por isso há quem lhes chame de happy berry ou smiling berry.


Como usar

Directamente do pacote, em misturas com outras frutas secas e/ou frescas, em batidos, mueslis, chás (excelente para melhorar o sabor de alguns chás medicinais, mitigando o sabor adstringente ou amargo que muitas plantas têm). 

Também podem ser demolhadas e rehidratadas em água. Esta água é excelente para hidratar o corpo e pode ser usada como base para qualquer receita culinária. Dosagem: quantidade razoável – 15 a 45 gramas diárias, ou seja, cerca de uma mão-cheia.

Nota: as Goji berries podem adaptar-se a climas europeus e é uma planta naturalizada na Grã-Bretanha há mais de 200 anos. Porque não lançar uma bagas no solo do seu quintal (ou num vaso, se vive num apartamento) e ter o privilégio de consumi-las frescas sempre que lhe apetecer? É uma planta que se propaga muito facilmente. Só não gosta de demasiada chuva.

 

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