27 junho 2010

A extinção da raça humana


A espécie humana estará extinta em um século, de acordo com a previsão do conceituado biólogo australiano Frank Fenner, professor da Universidade Nacional Australiana e um dos responsáveis pela erradicação da varíola.

Em entrevista ao jornal "The Australian", publicada nesta semana, Fenner diz que o problema real é a explosão populacional e consumo "desenfreado".

O número de Humanos irá exceder 6,9 bilhões este ano, segundo a ONU. Com atrasos na ação firme de redução de emissões de gases com efeito de estufa, Fenner é pessimista.

por conta "da explosão demográfica e do consumo desenfreado" a humanidade não será capaz de sobreviver. "Seremos extintos. Tudo o que fizermos agora será tarde demais", disse o pesquisador, hoje com 95 anos.

"Como a população continua a crescer para sete, oito ou nove bilhões haverá muito mais guerras por alimentos", diz. "Os netos de gerações de hoje vai enfrentar um mundo muito mais difícil."

"Humanos serão extintos, talvez dentro de 100 anos", diz ele. "Um monte de outros animais, vão também. É uma situação irreversível. Eu acho que é tarde demais. Eu tento não me manifestar, porque as pessoas estão tentando fazer alguma coisa".

Polêmico, ele credita ainda à falta de ação para se reduzir emissões de gases do efeito de estufa o trágico destino da humanidade. "Vamos sofrer o mesmo que o povo da Ilha de Páscoa", afirmou. "A mudança climática está apenas no começo. Mas nós estamos vendo mudanças notáveis desde já".

Em 1980, durante uma Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), foi ele quem anunciou a erradicação global da varíola, única doença a ser considerada erradicada em todo o mundo.

E você o que acha? você concorda com Frank Fenner? deixe sua opinião nos comentários.

[Com informações do The Australian e Exame]


19 junho 2010

Andropausa - A Menopausa Masculina



Os homens também padecem com os incômodos provocados pela queda de hormônios, chamada andropausa. 

Sofrer com a menopausa não é um problema apenas das mulheres. Os homens também padecem com os incômodos provocados pela queda de hormônios. É a andropausa, caracterizada pela baixa nos níveis de testosterona, o principal hormônio masculino produzido pelos testículos. 

Mas hoje, como acontece com a menopausa, já é feita a reposição hormonal para aliviar os sintomas. E aos mais apavorados, um alento: ao contrário do que ocorre com as mulheres, a andropausa não provoca o fim da fertilidade e sim uma redução dela, devido à menor produção de espermatozóides. 

Queda variável 

Com a idade, a testosterona cai em torno de 1% ao ano. Mas, segundo a endocrinologista Luciana Bahia, a queda dos níveis de testosterona não ocorre de maneira uniforme entre os indivíduos. Segundo ela, existem homens que conseguem manter uma boa secreção de testosterona até os 80 anos, enquanto outros já demonstram uma queda por volta dos 50. 

”Existe uma tendência de queda de produção testicular com o envelhecimento, mas isso não é uma regra fixa”, diz. Fatores como a raça, a cor, a presença de doenças, o uso de medicamentos, o fumo e o álcool tendem a influenciar. 

Sintomas ainda não identificados 

Se os sintomas da menopausa são fáceis de identificar, nos homens nem tanto. Na Finlândia um grupo de cientistas começa a pesquisar o assunto. Até agora, de acordo com o coordenador da pesquisa, Ilpo Hutaniemi, chefe do departamento de fisiologia de Turku, foram relacionadas algumas reações, como disfunção erétil e/ou redução da libido. 

A endocrinologista Luciana acrescenta ainda outros sintomas, como: diminuição da força e atrofia muscular, aumento de gordura corporal, principalmente na região abdominal, diminuição da libido, alterações no humor e desânimo. 

Reposição hormonal 

Luciana diz que a reposição de testosterona e derivados já esta sendo feita com bons resultados, mas com algumas ressalvas. “Ainda não se chegou a um consenso sobre a dose a ser prescrita, o tipo de preparado, o tempo de uso e se os efeitos benéficos influenciam a ocorrência de doenças e qualidade de vida”, afirma. 

O tipo de terapia de reposição hormonal mais comum é aquela por via transdérmica, por meio de gel, cremes ou adesivos cutâneos. Alguns médicos recomendam ainda o uso de suplementos vitamínicos, sais minerais e oligoelementos, com a finalidade de melhorar a atividade mental, antioxidantes e em especial determinados aminoácidos, que ajudarão a liberar neurotransmissores cerebrais. 

A reposição só é contra-indicada para os homens que apresentem hiperplasia benigna da próstata, câncer da próstata e pacientes com antecedentes familiares da doença. 

Controvérsia 

As terapias de reposição hormonal, no entanto, ainda não conseguiram uma unanimidade entre os especialistas da área sexual. Este tipo de terapia ainda provoca controvérsia: há quem considere que resolve todo e qualquer problema e há aqueles que não acreditam na sua eficácia. 

Em relação às terapias de reposição masculina, parece a mesma coisa. “Envelhecer é difícil. Perde-se massa muscular e força, mas isso não significa que se tenha que sofrer de depressão. A depressão está mais ligada a outros fatores, como a dificuldade de aceitação do envelhecimento, dificuldade do idoso na sociedade, por exemplo”, diz a psicóloga e terapeuta sexual Vera Lúcia Vaccari. 

Segundo ela, se for comprovado que a testosterona realmente melhora a qualidade de vida das pessoas como um todo, realmente a terapia de reposição pode ser útil. “Mas acho que qualidade de vida não vem em vidros ou remédios. Vem em construção social, mudança de mentalidade, etc”, afirma Vera. 

Mito ou verdade 

No trabalho que está sendo desenvolvido na Finlândia, os pesquisadores buscam descobrir se há alguma evidência biológica de que a menopausa masculina existe ou se é uma condição psicológica. Algo similar à crise da meia-idade ou a algum sinal fisiológico do envelhecimento. Para isso, estão sendo estudados 30 mil homens, entre 40 e 70 anos.

Para realizar a pesquisa, os homens recebem uma série de injeções de testosterona, o hormônio sexual masculina. Seus sintomas são acompanhados, tais como a transpiração e a perda de controle sexual. Os resultados são comparados com homens que não receberam injeções. 
O tratamento é semelhante à terapia de reposição de estrogênio, o hormônio sexual feminino, nas mulheres. Os efeitos colaterais da injeção de testosterona podem incluir doenças cardiovasculares e problemas na próstata. Os homens com um histórico de doenças nesses órgãos são excluídos da pesquisa.

Por Cláudia Ramos


07 junho 2010

Diagnóstico precoce do câncer com até 05 anos de antecedência


Com apenas dez mililitros de sangue se pode obter o diagnóstico de câncer. Uma equipe de investigadores britânicos desenvolveu um novo sistema de diagnóstico que consegue detectar o tumor com até cinco anos antes de ser detectado pelos métodos convencionais. Após o sucesso dos primeiros exames nos Estados Unidos essa nova técnica será introduzida definitivamente naquele país até o final de junho.

Atualmente, é comum se iniciar o tratamento contra o câncer quando os sintomas físicos da doença já se desenvolveu em mais de dois terços. As chances de cura nesses casos são muito pequenas. Depois de 15 anos pesquisando como o corpo reage nas fases iniciais de desenvolvimento de um tumor, os cientistas do Kansas e Nottingham desenvolveram um novo método, que sem dúvida vai revolucionar o mundo da doença: o diagnóstico com antecedência de até cinco anos em relação aos métodos convencionais.

O sistema é baseado na forma como o corpo responde imune as fases iniciais do desenvolvimento do tumor. Os cientistas, através do estudo dos antígenos que provocam a resposta imunológica e a separação posterior de anticorpos, conseguiram mais rapidamente diagnosticar o desenvolvimento do tumor futuro. Basicamente, a combinação de diferentes antígenos implica na presença de um câncer, que com a análise de apenas 10 ml de sangue é prontamente detectado.

Este novo método consegue o diagnóstico precoce da doença com até cinco anos antes dos métodos convencionais, conforme relatato recentemente do jornal El Mundo. Embora tenha sido projetado inicialmente para detectar somente câncer de pulmão, o sistema teve eficácia comprovada para vários outros tipos de cancer.

De acordo com o diretor de pesquisa e especialista em câncer de mama, John Robertson, esta nova tecnologia vai melhorar a detecção de 90 por cento dos cancros. "Atualmente, quando detectamos o câncer já é demasiadamente tarde,  porque o tumor tem se desenvolvido tanto, que já é tarde demais para impedir o seu crescimento", disse Robertson.

Os resultados da pesquisa realizada, será apresentado esta semana na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica a ser realizada em Chicago.

03 junho 2010

Os opostos realmente se atraem?


Sim, mas o que chamamos de diferença vai além dos hábitos, da cor dos olhos e da classe social. Aparentemente são as diferenças genéticas que geram alguma forma de atração. 

Uma pesquisa realizada pela geneticista Maria da Graça Bicalho, do Laboratório de Imunogenética da Universidade Federal do Paraná, dá pistas de que a força dos genes pode ser maior do que pensamos na hora de escolher os parceiros. Existe algo chamado Complexo Principal de Histocompatibilidade (conhecido pela sigla MHC), uma região do nosso genoma na qual ficam vários genes que determinam a resposta imunológica do organismo.

Do ponto de vista biológico, seria bom que os indivíduos com MHC bem diferentes ficassem juntos, para melhorar o sistema imunológico. E parece que é bem isso que fazemos. “Comparamos a compatibilidade entre os MHC de 90 casais reais com 300 casais de um grupo de controle formado aleatoriamente. Constatamos que de fato buscamos essa diferença”, diz Maria.

 

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