04 agosto 2010

Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? Enfim a resposta



Um cientista, um filósofo e um avicultor acreditam ter descoberto a resposta para uma das perguntas mais intrigantes da humanidade: quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? A resposta dada pelos pensadores e pelos granjeiros é que o ovo veio antes, de acordo com uma reportagem publicada, nesta sexta-feira, no "The Times". O argumento é que o material genético não se transforma durante a vida do animal, mas que a primeira ave que se transformou no que chamamos hoje de uma galinha, existiu primeiro como embrião no interior de um ovo.

O professor John Brookfield, especialista de genética da evolução da Universidade de Nottigham, na Inglaterra, disse que a questão estava resolvida para ele. O organismo vivo no interior do ovo teria o mesmo DNA do que o animal que, logo, se transformaria na "primeira coisa viva que podemos classificar, sem medo, de membro dessa espécie é o primeiro ovo".

Para David Papineau, especialista em filosofia da Ciência do King's College, em Londres, se o primeiro pintinho saiu de um ovo é um erro pensar que, o ovo que gerou a galinha, produzido por pais de outra espécie, sofreu mutação.

- Se tem um pintinho dentro, o ovo é de galinha. Se um canguru colocasse ovo, e do ovo saísse um avestruz, o ovo seria de avestruz, não de canguru - disse Papineau.

A reportagem ouviu ainda o avicultor e presidente de um organismo do setor de aves, que também contribuiu para o debate, Charles Bourns.
- Os ovos existiam antes mesmo de nascer o primeiro pintinho. Claro que talvez não tivessem o aspecto que têm hoje - disse.

03 agosto 2010

No Rio, lei restringe e controla o consumo excessivo de sacolas plásticas.


O Rio de Janeiro saiu na frente: vai controlar uso de sacolas plásticas. E, mais cedo ou mais tarde, essa discussão chegará por aqui.

No Rio, entrou em vigor no dia 15 de julho uma lei que restringe e controla o consumo excessivo de sacolas plásticas.

Ainda não é o banimento total, como fizeram outros países, onde cada consumidor leva sua própria embalagem para carregar produtos e alimentos.

Deixando de lado a questão político-partidária - o ministro Carlos Minc gosta de montar um circo político a cada ação no rio -, esta é uma discussão séria e que precisa abranger o País inteiro.

No Rio, os supermercados serão obrigados a oferecer alternativas, como caixas de papelão, além de dar desconto de três centavos a cada cinco produtos que o consumidor comprar sem usar a embalagem do local.

Há um motivo bem claro para acabar com o mau hábito dos consumidores de encher a casa de sacolas plásticas: é feita a partir do petróleo ou do gás natural e demora cerca de quatro séculos para se dissolver na natureza.

E, no Brasil, o consumo chega a 12 bilhões de sacolas por ano. Um milhão e meio a cada hora. Pelo menos 20% delas, segundo cálculo do Ministério do Meio Ambiente, acabam descartadas e ajudam a entupir bueiros, poluir rios e infestar o fundo do mar.

Quase todo mundo usa sacolas para colocar o lixo doméstico.

E você? Deixaria de usar sacolas plásticas em casa na boa?

Primeiro hotel construido com lixo retirado das praias europeias


Foi inaugurado na semana passada, na cidade de Roma, na Itália, o primeiro hotel do mundo feito totalmente com lixo. E nem estamos falando de “material reciclado”, não. É lixo mesmo.

Os objetos - que incluem brinquedos, embalagens, pneus e restos de todo tipo de objeto doméstico - foram retirados de praias da Europa e desinfetados.

O objetivo dos donos do hotel é mostrar o quanto de lixo é jogado fora e o que fica poluindo a natureza. O projeto é parte de uma campanha para aumentar a conscientização do público sobre a poluição nas praias.

O hotel usou 12 mil quilos de lixo. Confira um vídeo produzido pela BBC.




02 agosto 2010

UNESCO amplia lista de sítios considerados Património Mundial da Humanidade

O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco acrescentou 21 sítios à lista do Patrimônio Mundial, que vão desde a Ilha de Reunião a grutas pré-históricas no México, em seu 34ª encontro, celebrado em Brasília, que também abordou temas como a maior representatividade dos países em desenvolvimento.

Atol de Bikini das Ilhas Marshall

A cidade episcopal de Albi na França; o Atol de Bikini das Ilhas Marshall (que sofreu 67 explosões nucleares entre 1946 e 1954); o conjunto de canais de Amsterdã do século XVII e o Bazar histórico de Tabriz, no Irã, são alguns dos novos locais, incluídos na lista do Patrimônio reconhecido pela Unesco ( agora são 911 em todo o mundo).

Albi na França

Um dos últimos sítios acrescentados à lista nesta segunda-feira foi uma área de 100.000 hectares, ou quase a metade da Ilha francesa de Reunião, no Oceano Índico, "cenário de máxima beleza e biodiversidade única", destacou Tim Badman, da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que recomendou a inscrição.

Foram também reconhecidos a cidade imperial Thang Long do século XI (Vietnã) e, no México, o 'Camino Real de Tierra Adentro' (utilizado desde o século XVI para transportar a prata entre México e Estados Unidos) e as grutas pré-históricas do Vale Central de Oaxaca.

Thang Long

Cinco outros locais foram introduzidos na lista do Patrimônio em perigo, entre estes as florestas tropicais de Atsinanana em Madagascar e o Parque Nacional Everglades nos Estados Unidos.

As Ilhas Galápagos, laboratório das teorias da evolução de Charles Darwin, foram os únicos lugares que deixaram a lista do Patrimonio em Risco, num reconhecimento ao esforço do Equador para enfrentar o turismo descontrolado, a pesca em excesso e a introdução de espécies não autóctones.

A cidadela Inca de Machu Picchu no Peru também não foi integrada a essa lista de risco.

Dos 21 novos sítios reconhecidos como Patrimônio Mundial, 15 pertencem a países em desenvolvimento.

"Houve voz dos países do Sul nesta 34 Convenção do Patrimônio Mundial celebrada em Brasília", resumiu, como um dos aspectos mais destacados do encontro, o vice-diretor de Cultura da Unesco, Francesco Bandarin.

Um tema presente na convenção foi o pedido do ministro de Cultura do Brasil, Juca Ferreira, de um debate maior na Unesco por mais representatividade dos países do Sul na lista do Patrimônio Mundial. "Existe um certo desequilíbrio, de modo que os bens culturais de Africa, América Latina e uma parte da Ásia não estão tão presentes" como a milenar cultura europeia, disse.

Outra questão levantada foi o reconhecimento de patrimônios fora de Estados, como os territórios Palestinos. "Promovemos conversações entre Israel e representantes palestinos", disse o vice-diretor de cultura da Unesco, que citou como bens a serem reconhecidos a Igreja da Natividade, em Belém, e Jericó.

A recuperação do patrimônio perdido no Haiti depois do terremoto sofrido este ano ocupou, também, algumas reuniões paralelas.

Os trabalhos no Brasil do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco começaram no dia 25 de julho e se estendem até amanhã, terça-feira, numa última jornada de deliberações internas.
 

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